Mais 3 amostras suspeita da variante Delta são enviadas à Fiocruz

Município de Passo Fundo aguarda, ainda, o resultado do primeiro teste remetido em julho

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Boletim genômico aponta predomínio da variante P.1 em circulação em Passo Fundo. Foto: Itamar Crispim/FiocruzBoletim genômico aponta predomínio da variante P.1 em circulação em Passo Fundo. Foto: Itamar Crispim/Fiocruz
Boletim genômico aponta predomínio da variante P.1 em circulação em Passo Fundo. Foto: Itamar Crispim/Fiocruz
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Mais três amostras coletadas de passo-fundenses suspeitos de terem contraído a variante Delta do coronavírus foram remetidas à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), na terça-feira (3), para sequenciamento genético. O Município aguarda, ainda, o retorno de um exame de identificação encaminhado em julho após a detecção parcial realizada no Laboratório Central do Estado (Lacen/RS). 

Ao serem enviadas ao Rio de Janeiro, as coletas são destinadas aos laboratórios da Fiocruz, responsáveis por centralizar o processo de detecção das novas variantes. “Para fazer o sequenciamento genético, é utilizada uma tecnologia relativamente sofisticada”, afirma o doutor em Virologia e professor da Universidade de Passo Fundo, Luiz Carlos Kreutz. “Se isola o RNA, em uma amplificação por PCR, e uma vez que se sabe que é o coronavírus se submete esse material para identificar cada um dos nucleotídeos que compõem o material genético do vírus”, explica o docente, que também coordena o Laboratório de Diagnóstico do Sars-Cov-2/Covid-19 na instituição de ensino.  

As amostras, lembra Kreutz, são encaminhadas apenas em casos atípicos quando há suspeita de ser uma nova linhagem ou quando há uma grande carga viral. “É um procedimento rápido e pode levar algumas horas, mas como é feito na Fiocruz, que tem vários vírus para sequenciar, a demora está mais no transporte e na fila”, menciona. “Os contactantes tem as amostras coletadas, mas não necessariamente se precisa fazer todo esse sequenciamento”, diz o professor. Enquanto a Secretaria Municipal de Saúde aguarda os resultados, ainda não há informações sobre o perfil destes pacientes ou onde se deu o contato com a potencial variante indiana, caracterizada por ser mais transmissível, segundo pondera o virologista.  

Novas confirmações 

Na segunda-feira (2), o Centro Estadual de Vigilância em Saúde confirmou mais três casos da cepa em circulação comunitária no Rio Grande o do Sul. Um deles, de um residente de Canoas, foi atestado por sequenciamento genético completo. 

Os outros dois casos, conforme o comunicado do governo estadual, são de pessoas que vieram do exterior atendidos em Santana do Livramento, contactantes dos casos já confirmados anteriormente no município. Estes últimos são considerados casos importados e a confirmação foi realizada pelo Cevs a partir de sequenciamento genético parcial e vínculo epidemiológico.  

Com os novos resultados, o Estado soma oito casos desta linhagem até o momento. De acordo com último boletim genômico divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) em 31 de julho, a variante P.1, identificada em Manaus, predomina em Passo Fundo.   

O que se sabe até agora 

A variante Delta, primeiramente identificada na Índia, é uma das chamadas variantes de preocupação por trazer alguma mudança no comportamento do vírus. A característica mais marcante, já comprovada cientificamente e mencionada pelo virologista Luiz Carlos Kreutz, é a maior transmissibilidade. Quanto a gravidade, ainda não há evidências de que a cepa provoque uma doença mais ou menos agressiva em relação às outras linhagens. 


*Notícia atualizada em 04/02/2021 às 15 horas para acréscimo de informação.

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