Passo Fundo - 164 anos: com Luciano Azevedo, a cidade ganhou ‘uma nova cara’

Por
· 2 min de leitura
Foto: Arquivo/ONFoto: Arquivo/ON
Foto: Arquivo/ON
Você prefere ouvir essa matéria?

Ao mesmo passo em que a gestão de Airton Dipp é até hoje lembrada pela vinda de novas indústrias, a do ex-prefeito Luciano Azevedo é na mesma proporção recordada pelo investimento em obras públicas na cidade. Entre os anos de 2013 e 2020, enquanto espaços como o Parque da Gare, o Parque Linear do Sétimo Céu e o Teatro Múcio de Castro foram repaginados, outros, como o Parque Ambiental da Vergueiro e a ciclovia da Avenida Brasil, saíram do papel a fim de qualificar a vivência das pessoas dentro da cidade. “Nós fizemos um grande programa de revitalização de áreas públicas — algumas delas estavam abandonadas, outras, pelo passar do tempo, sucateadas — porque existia uma concepção dentro do governo de que deveríamos devolver essas áreas para a população, para que ela pudesse fazer a utilização dessas áreas e voltar a conviver mais na cidade. Entendíamos que isso melhoraria a qualidade de vida, a autoestima do cidadão e deixaria a cidade mais bonita”, explica Azevedo.


Recuperação dos espaços públicos

Com a revitalização de espaços de convivência, lazer, esporte e aprendizagem, integrando a população à área pública da cidade, a qualidade de vida realmente parece ter ganhado impulso em Passo Fundo nos últimos anos, ainda que seja difícil estimar de que forma o Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) se desenvolveu na última década, já que o país não conta com um novo Censo Demográfico do IBGE desde o ano de 2010. Há outras pesquisas relacionadas ao tema, no entanto, que embasam a percepção de Azevedo, como o Índice de Desenvolvimento Urbano para Longevidade (IDL). Avaliado pelo Instituto de Longevidade Mongeral Aegon em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, o IDL indica que Passo Fundo ocupa hoje a 67ª posição do ranking de cidades brasileiras para se envelhecer com qualidade de vida, entre as 300 maiores cidades do país. O indicador é baseado em sete variáveis: indicadores gerais; cuidados de saúde; bem-estar; finanças; habitação; educação e trabalho; e cultura e engajamento.


Educação 

O ex-prefeito cita também a educação como um pilar fundamental da gestão, tendo-a como base para seguir oferecendo uma melhoria na qualidade de vida das pessoas. De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, hoje, Passo Fundo dispõe de 71 escolas municipais. Destas, 17 foram construídas durante a gestão de Luciano Azevedo. “É o maior número de escolas que já foram construídas por uma gestão. Também fizemos o maior número de quadra de esportes, mais de uma dezena de novas Unidades Básicas de Saúde, recuperamos o Hospital Municipal, tivemos mais de 1.600 quadras de pavimentação em todas as regiões da cidade. Acredito que nós mudamos a cara da cidade e isso ajudou a transformá-la do ponto de vista do desenvolvimento urbano. Mas além daquilo que a prefeitura faz, o crescimento da cidade depende também da iniciativa privada. Desse ponto de vista, vimos aqui muitas empresas investirem, crescerem, se desenvolverem e gerarem empregos nos últimos oito anos”, ressalta.

Os números do Produto Interno Bruto (PIB) municipal ajudam, mais uma vez, a destacar o crescimento econômico do município a partir da soma dos bens e serviços produzidos pela cidade. De acordo com o IBGE, de 2013 para 2020, apesar de Passo Fundo ter caído de 6º para 8º lugar no ranking das maiores economias gaúchos, isto não significa que o PIB do município tenha deixado de crescer. Pelo contrário, esse número passou de R$ 7,2 bilhões para R$ 9,14 bi. “Uma cidade depende sempre do contexto nacional e internacional. Nós enfrentamos dois grandes períodos de crise nos últimos tempos, que foi a gigantesca crise de 2015-2016, e depois a pandemia em 2020. São eventos que impactam na pandemia da cidade, mas ainda assim podemos dizer que nesse período Passo Fundo continuou crescendo, gerando empregos, inovação, tecnologia, tanto que manteve-se bem posicionada nos rankings de desenvolvimento econômica e social”, observa Azevedo.

Gostou? Compartilhe