Passo Fundo terminou o primeiro trimestre de 2025 com saldo positivo na geração de empregos formais. Segundo os dados do Novo Caged, divulgados na quarta-feira (30), o município acumulou um total de 1.844 novas vagas com carteira assinada entre janeiro e março. O desempenho foi impulsionado, sobretudo, pelo setor de serviços, responsável por 1.478 dessas contratações.
Somente no mês de março, foram registradas 4.947 admissões e 4.338 desligamentos, resultando em um saldo positivo de 609 vagas. O setor de serviços novamente liderou, com 431 novos postos. Na sequência, vieram a indústria (113), a construção civil (42), a agropecuária (17) e o comércio (6).
Nos meses anteriores, o município já havia mostrado bom desempenho. Em fevereiro, o saldo foi de 892 vagas (4.817 admissões e 3.912 desligamentos). Em janeiro, o saldo foi de 343 vagas (4.042 admissões e 3.699 desligamentos). O resultado indica uma trajetória de crescimento no mercado de trabalho local, com expansão contínua das contratações ao longo dos primeiros três meses do ano.
Estado
Assim como Passo Fundo, que manteve ritmo constante de crescimento, o cenário estadual também foi de avanço, embora com desafios em alguns setores. No Rio Grande do Sul, o mês de março fechou com saldo positivo de 8.690 vagas. O destaque ficou para o setor de serviços, que gerou 5.896 empregos. Por outro lado, a agropecuária teve desempenho negativo, com saldo de 4.848 vagas a menos. No acumulado do primeiro trimestre, o estado somou 66.490 novas vagas formais.
No cenário nacional, a geração de empregos também foi positiva, embora tenha desacelerado em março. O Brasil registrou saldo de 71.486 novas vagas no último mês, frente a 437.111 em fevereiro e 145.816 em janeiro. Ainda assim, o setor de serviços segue como principal motor do emprego, com 362.866 novas contratações no acumulado do ano.
O destaque negativo em nível nacional, ficou por conta do setor de comércio, que demitiu mais pessoas do que contratou nestes primeiros três meses do ano. Este é o único setor com saldo negativo na geração de empregos com carteira assinada, com 13.659 trabalhadores a menos atuando no setor desde janeiro.
Desocupação
O Brasil fechou o primeiro trimestre de 2025 com taxa de desocupação de 7%. Esse patamar fica acima do registrado no trimestre anterior, encerrado em dezembro (6,2%), no entanto, é o menor para os meses de janeiro a março em toda a série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012.
O recorde anterior era de 2014, quando a taxa de desocupação no período marcou 7,2%. Em 2024, o índice era de 7,9%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na quarta-feira (30). O IBGE apura o comportamento no mercado de trabalho para pessoas com 14 anos ou mais e leva em conta todas as formas de ocupação, seja emprego com ou sem carteira assinada, temporário e por conta própria, por exemplo.
Na metodologia do IBGE, pessoas que não trabalham, mas que também não buscam vagas não entram no cálculo de desempregados.


