Obras da Cadeia Pública de Passo Fundo atingem 31% de execução

A expectativa é que as instalações sejam entregues no primeiro semestre de 2026 e já possam receber a população carcerária

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A nova unidade deve contribuir para desafogar o sistema carcerário e reforçar a segurança pública em todo o Estado - FOTO: LUCIANO BREITKREITZ/ONA nova unidade deve contribuir para desafogar o sistema carcerário e reforçar a segurança pública em todo o Estado - FOTO: LUCIANO BREITKREITZ/ON
A nova unidade deve contribuir para desafogar o sistema carcerário e reforçar a segurança pública em todo o Estado - FOTO: LUCIANO BREITKREITZ/ON
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A construção da Cadeia Pública de Passo Fundo avança em ritmo acelerado e já atingiu 31% de execução. A nova unidade prisional está sendo erguida às margens da BR-285, em uma área que faz divisa com o município de Carazinho, e terá capacidade para abrigar 800 detentos. O investimento é de R$ 125 milhões e a previsão de conclusão é para o primeiro semestre de 2026, segundo a Secretaria de Sistema Penal e Socioeducativo do Estado.

Com mais de 18 mil metros quadrados de área construída, a unidade será composta por quatro módulos de vivência e um pavilhão voltado para a reciclagem e o trabalho dos apenados. Atualmente, os esforços da obra estão concentrados no Módulo Integrado, no setor de Permanência de Visitas, na muralha de contenção e na finalização da terraplanagem do terreno.

Cronograma vem sendo cumprido

O secretário de Sistema Penal e Socioeducativo, Jorge Pozzobon, destacou que o cronograma vem sendo seguido à risca. “A gente iniciou a obra no início de junho, então estamos hoje com quatro meses já de obra, 31,3% de obra concluída. A nossa previsão é que o primeiro semestre do ano que vem esteja 100% das obras concluídas. Claro que isso depende do tempo também, são obras que vão depender de chuva, evidentemente que o prazo real nunca é o melhor prazo definitivo. Mas temos um prazo contratual que é o primeiro semestre de 2026, e eu tenho convicção de que vamos cumprir esse prazo”, disse.

Estrutura moderna e novos conceitos

O projeto da Cadeia Pública de Passo Fundo foi elaborado com base em três pilares: segurança, disciplina e ressocialização. A unidade contará com tecnologias para aumentar a segurança de servidores e visitantes, além de medidas para reforçar a disciplina interna e oferecer oportunidades de reintegração social aos presos.

Um dos principais diferenciais será a ausência de contato direto entre policiais penais e apenados. “Esse presídio tem um papel fundamental e vai nos ajudar a desafogar a massa prisional que nós temos. Algumas pessoas dizem: ‘Ah, mas tem muito preso’. Que bom que tem muito preso, porque se estão presos não estão na rua cometendo crime. Esse presídio, assim como os novos que estamos entregando em outras cidades, tem como norte três pilares. O primeiro é a segurança dos nossos servidores, que não terão mais contato direto com os apenados. Isso é uma garantia absoluta”, afirmou Pozzobon.

A unidade contará ainda com sistemas de telamento em toda a área, para evitar o ingresso de drogas, celulares e outros materiais por meio de drones, além de scanners corporais para vistoria de todos os visitantes.

O segundo pilar destacado pelo secretário é o cumprimento da pena com rigor, disciplina e dignidade. “Eu falo em todos os lugares que um presídio não é um depósito de pessoas. São pessoas que cometeram um crime, entraram lá, vão cumprir sua pena, mas um dia vão sair. E aí está o nosso papel de implementar o terceiro pilar, que é a ressocialização”, disse.

Modelo replicado em outras regiões

A Cadeia Pública de Passo Fundo segue o mesmo modelo de outras unidades prisionais entregues pelo governo do Estado, como o antigo Presídio Central, em Porto Alegre, além dos presídios de Rio Grande, São Borja e Caxias do Sul. Segundo o secretário, essa padronização garante mais eficiência no sistema penal gaúcho. “A segurança dos servidores, a disciplina no cumprimento da pena e a ressocialização são os três pilares que norteiam nossos projetos. Essa estrutura moderna é um passo fundamental para enfrentarmos a superlotação e darmos mais condições de dignidade e reintegração para quem cumpre pena”, destacou Pozzobon.

Expectativa para 2026

A entrega da Cadeia Pública de Passo Fundo no primeiro semestre de 2026 é aguardada como expectativa para a região Norte do Rio Grande do Sul. A nova unidade deve contribuir para desafogar o sistema carcerário e reforçar a segurança pública em todo o Estado.

Com mais de R$ 125 milhões de investimento e um planejamento que une modernidade, tecnologia e políticas de ressocialização, a obra representa uma solução para o problema da superlotação, e também uma mudança no modelo de gestão prisional. “Tem uma expressão que eu gosto muito: ninguém planeja fracassar, mas fracassa por não planejar. Nós estamos planejando cada detalhe para que esse presídio cumpra seu papel de forma eficiente. E esse papel é, acima de tudo, proteger a sociedade”, concluiu Pozzobon.

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