Frente Parlamentar avança com trabalho sobre violência contra a mulher

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Segundo reunião da Frente Parlamentar ocorreu na manhã de ontem no Plenarinho da Câmara - FOTO: CATHERINE MISTURA/ASSESSORIASegundo reunião da Frente Parlamentar ocorreu na manhã de ontem no Plenarinho da Câmara - FOTO: CATHERINE MISTURA/ASSESSORIA
Segundo reunião da Frente Parlamentar ocorreu na manhã de ontem no Plenarinho da Câmara - FOTO: CATHERINE MISTURA/ASSESSORIA
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A Frente Parlamentar de Combate ao Feminicídio, liderada pela Câmara de Vereadores de Passo Fundo, realizou hoje (17) a segunda reunião técnica para analisar os indicadores de violência doméstica no município e no Estado. Embora a cidade não tenha registrado nenhum feminicídio no ano de 2026, os dados gerais acendem um sinal de alerta máximo.

No Rio Grande do Sul, a Secretaria de Segurança Pública já contabiliza 36 mortes de mulheres por questões de gênero apenas neste primeiro semestre, além de quase 22 mil notificações de agressões.

Conforme a vereadora Eva Valéria Lorenzato (PT), presidente e proponente do comitê, Passo Fundo não tem registro de feminicídio em 2026, no entanto, figura entre as cidades mais violentas do estado em índices como estupros, ameaças e pedidos de medidas protetivas.

“A rede de apoio estruturada faz com que as mulheres se sintam mais fortes para denunciar, mas sabemos que é uma linha muito tênue e que, a qualquer momento, pode acontecer um feminicídio. Precisamos nos unir para garantir que o município permaneça com esse número zerado”, pontuou a parlamentar.

O silêncio no campo e o machismo estrutural

O debate promovido pela Frente colocou em evidência a grave situação da violência doméstica na zona rural, onde os relatos são frequentes, mas as denúncias formais enfrentam barreiras culturais históricas. A dependência financeira, o isolamento geográfico e o medo da exposição pública blindam os agressores em comunidades do interior.

“O meio rural tem uma outra cultura. Muitas mulheres ainda têm vergonha e carregam a culpa de achar que não estão sendo boas esposas, submetendo-se ao ciclo de violência por medo de expor a família ou por ameaças aos filhos”, explicou a vereadora, que atua como promotora legal popular desde 2000.

Segundo ela, o objetivo do grupo é propor projetos de lei e campanhas que rompam a estrutura patriarcal. As reuniões da Frente têm prazo de 180 dias para conclusão, e o relatório final, que receberá sugestões da sociedade civil, do Judiciário e do Ministério Público, será votado em plenário.

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