Em campanha para a eleição ao governo do Estado, Luciano Zucco (PL) cumpriu agenda em Passo Fundo hoje (25). O candidato participou de uma caminhada pelas ruas da cidade e, posteriormente, de um almoço no CTG Lalau Miranda, onde se reuniu com lideranças partidárias e correligionários.
Durante a agenda, Zucco abordou temas como infraestrutura, pedágios, combate aos feminicídios, campanha salarial dos professores, IPE e funcionalismo público. Ao destacar o desenvolvimento de Passo Fundo em relação a outras regiões do Estado, chamou a atenção para os problemas da infraestrutura rodoviária, que, segundo ele, não acompanha o crescimento do município.
“O Projeto Força Gaúcha vai atender todas as regiões e está em nossa estratégia um olhar para as rodovias. Mas a estrutura não se limita ao modal rodoviário. O modal ferroviário também nos preocupa, já que vem perdendo extensão: de 3,8 mil quilômetros para 900 quilômetros, ainda divididos em três blocos. Queremos potencializar também as ferrovias e parabenizar o investimento no Aeroporto Lauro Kortz, através do empresário Erasmo Battistella”, afirmou.
O candidato também criticou o atual projeto de pedágios, que classificou como “um modelo infeliz, com mais de 50 apontamentos”. Segundo Zucco, os recursos de R$ 3 bilhões destinados aos dois blocos deveriam ser aplicados pelo Daer em melhorias, duplicações e outras intervenções, sem a cobrança de pedágio neste primeiro momento.
“Depois, vamos conversar com a sociedade sobre um eventual projeto de pedágio”, afirmou. Na área da educação, Zucco disse que pretende investir na formação de profissionais para atuação imediata nos setores de indústria e serviços. Para ele, o Rio Grande do Sul ainda é “um Estado muito burocrático”. O candidato também defendeu uma maior aproximação com o Judiciário, o Ministério Público e a Fepam para garantir condições ao crescimento econômico.
Segurança e combate aos feminicídios
Ao abordar a segurança pública, o candidato lamentou o número de feminicídios registrados no Estado — segundo ele, mais de 50 casos no ano. Zucco defendeu medidas mais rígidas contra os agressores.
“O Rio Grande do Sul é o Estado que mais mata mulheres. Vamos ter tolerância zero com o agressor, suspender comunicação, porte e posse de arma, além da utilização de tornozeleiras. Também precisamos atender as mulheres, prevenindo as agressões”, salientou. Em relação ao agronegócio, o candidato afirmou que o setor não deve ser tratado como “uma pauta-bomba”, como, segundo ele, vem sendo classificado pelo governo federal. “Os agricultores precisam ser respeitados. Aprovamos a securitização e vamos brigar por isso”, declarou.
IPE e funcionalismo
Sobre o IPE, Zucco defendeu uma atuação baseada em maior escala e na ampliação das possibilidades de contratação de parceiros.
“Precisamos trabalhar com escala, com mais possibilidade de contratação de parceiros. Vamos trabalhar para que as prefeituras também adotem o IPE, barganhando com médicos, clínicas e hospitais”, afirmou.
Ao final, o candidato classificou o governo do Estado como “desorganizado” e afirmou que a gestão não respeita professores, funcionários públicos e profissionais da segurança pública. “Vamos estar atentos, sempre cuidando da questão fiscal”, concluiu.


