?EURoe60% dos vazamentos de dados das empresas são por erro humano?EUR?

Palestra na UPF teve como tema a Lei Geral de Proteção de Dados com a presença do Secretário de Estado da Segurança Pública Adjunto do RS

Por
· 1 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

A Universidade de Passo Fundo (UPF) recebeu, na noite de quarta-feira (26) a presença do Secretário de Estado da Segurança Pública Adjunto do Estado do Rio Grande do Sul Marcelo Gomes Frota. Acompanhado pela analista de sistemas e membro do Conselho das Entidades de Tecnologia da Informação do RS Aline Lúcia Deparis, Frota falou sobre o tema “Segurança pública e lei geral de proteção de dados” no anfiteatro da Faculdade de Direito (FD), no Campus I da UPF. 

Aprovada em agosto de 2018, a Lei Geral de Proteção de Dados entra em vigor em agosto deste ano com o objetivo de normatizar a coleta, utilização e tratamento dos dados pessoais de pessoas identificadas e identificáveis. De acordo com Aline, a questão de vazamento de dados a cada dia é mais alarmante. “60% dos vazamentos de dados das empresas são por erro humano. E uma empresa leva, em média, 197 dias para descobrir que ocorreu um vazamento de dados. Ou seja, a gente precisa ter cada vez mais cuidado com os nossos dados e com o que a gente vem fazendo, principalmente, na internet”, destacou a profissional que tem mais de 12 anos de experiência na área de TI.

Muito recente no Brasil, a Lei vem em um momento muito importante, já que cada dia mais as pessoas compartilham seus dados em diferentes espaços. “Uma vez que a economia está cada vez mais digital, esse problema só vai aumentar, ele não vai diminuir e é algo que nós precisamos olhar. A maioria dos países já têm uma legislação para a questão da proteção de dados. O Brasil faz parte dos 10% que ainda está encaminhando isso, mas uma lei como essa é fundamental e manteria os nossos negócios não só aqui no Brasil como no mundo”, acrescentou. 

Para o secretário de estado e coronel da Brigada Militar, tratar da Lei Geral de Proteção de Dados em um ambiente acadêmico é absolutamente inovador. “É um tema que tem um contato muito forte com a segurança pública. Nós, mais do que os demais, estamos chamados a responsabilidade de uma utilização desses dados de maneira responsável e utilitária. Visando exatamente o bem-estar da coletividade”, disse. Para Frota, a Lei é muito bem-vinda neste momento que o país vive. “É aquele momento em que a sociedade brasileira passa a perceber com maior clareza os seus direitos, seu direito a individualidade, seu direito a seus dados”, ressaltou. 

 

 

Gostou? Compartilhe