Terapia familiar auxilia no tratamento de usuários da APAE

Dentre as principais preocupações dos parentes está a independência da criança ou do jovem

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Ter um ambiente familiar estável melhora a qualidade de vida da pessoa com deficiência. Por isso, a APAE de Passo Fundo conta com acadêmicos do curso de Medicina da Universidade de Passo Fundo (UPF) para atendimentos neurológicos e terapia familiar. O serviço é ofertado desde 2019 e tem apresentado grandes avanços na reabilitação dos usuários envolvidos nessa iniciativa. O grupo é coordenado pela médica e professora Ana Roberta Ceratti e realiza, em média, 24 atendimentos por mês.

A Dra. Ana explica que a relação familiar reflete diretamente no comportamento geral do usuário. “A família tem que estar bem para que o paciente também esteja. O nosso papel é dar suporte a elas e tratar também comorbidades que os pais venham a ter”, ressalta. O grupo acolhe famílias que estão em sofrimento por conta de várias questões relacionadas às limitações da criança ou do jovem que frequenta a APAE. São problemas que acabam gerando aos pais ou às pessoas mais próximas uma demanda grande de cuidado e de saúde mental. “Geralmente é a mãe que fica sobrecarregada com a atenção ao filho com deficiência, mas estudos apontam que o pai, que na maioria dos casos é o provedor da família, também adoece na sequência”, afirma.

Dentre as principais preocupações dos parentes está a independência da criança ou do jovem. “Depois da fase do luto com a descoberta da deficiência, vem a preocupação com o futuro do usuário, se ele conseguirá ter autonomia e se relacionar com outras pessoas”, salienta. Segundo a Dra. Ana, cada caso tem a sua peculiaridade. Algumas famílias recebem alta em poucos meses, outras, devido à gravidade da deficiência, a exemplo do Transtorno Espectro Autista, necessitam de um tempo maior para tratar as suas disfuncionalidades. Têm famílias que estão há quase dois anos em atendimento.

Em um breve balanço dos trabalhos, Ana Ceratti lembra que houve dois casos de internação hospitalar, via Centro de Atenção Psicossocial Infantil (CAPSi), para definição da melhor medicação para o usuário e algumas pessoas foram encaminhadas à terapia individual na rede pública. Desde o início da pandemia aumentaram os relatos de ansiedade e de casos de depressão. A terapia familiar é realizada nas manhãs de terça, quarta e quinta-feira.


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