Quando não são os temporais, é o calor que se torna o companheiro inseparável da Feira do Livro. Repetindo a edição passada, a 27ª Feira do Livro de Passo Fundo seguiu sem chuvas e com altas temperaturas. O público, no entanto, não fugiu do corredor de livros e, mais uma vez, dedicou tempo para encontrar aquele título tão esperado ou para encontrar com o autor que, antes, estava apenas na prateleira.
Desde o dia 1º a Feira do Livro reuniu, além dos autores locais - presentes durante todo o evento -, 19 autores que participaram das atividades no palco central. Entre editora do Jornal Zero Hora e vencedor do Prêmio Açorianos, o público ouviu contos para crianças, viu dobraduras e recortes ganharem vida, cantou melodias e escreveu um pouco da história da Feira do Livro. Foram dez dias de intensas atividades - entre debates, contações de histórias, exposições, oficinas, teatros e sessão de autógrafos - que reuniram um público que participou das 9h da manhã às 21h. Laura Lunardi, presidente da Associação dos Livreiros de Passo Fundo acredita que a 27º edição do evento foi um sucesso não só de público, mas, também, de vendas. Ela destacou, ainda, que mesmo com a Jornada Nacional de Literatura - em agosto - a Feira do Livro não ficou de lado. “Tivemos um público que do dia primeiro até o último dia participou. Durante a semana muitas escolas estiveram presentes e sempre tivemos todas as cadeiras lotadas”, comenta. Ela acrescenta, também, que o fluxo de pessoas no corredor de livros foi constante: “Durante o dia, tivemos um publico contínuo. Notei pessoas diferentes nas bancas. Não foi um público imenso, mas um um fluxo contínuo. Não houve um momento em que não tivesse pessoas na Feira do Livro.”
Quanto ao tema, ela se mostra satisfeita com as escolhas dos autores. “Acredito que conseguimos celebrar todas as artes. Além de abrir as portas para a leitura, através da Feira do Livro, abrimos as portas a todas as artes: cinema, dança, teatro, leitura”, comenta. Ela acredita que o público aproveitou. “Quem não veio, que venha ano que vem porque estará melhor ainda”, convida.
Além do público, é válido ressaltar que o número de livros vendidos se aproxima dos 40 mil. Entre John Green e Martha Medeiros, a diversidade da Feira do Livro é o que chamou a atenção de quem passou por ali. A estrutura, a partir da próxima semana, não estará mais na Praça Marechal Floriano. Mas a missão foi cumprida e as portas continuam abertas

