O emprego formal fechou o mês de dezembro de 2010 e 2011 com variação negativa, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A diminuição da oferta de vagas e da procura por parte da classe trabalhadora costuma reduzir neste período também no FGTAS/Sine (Fundação Gaúcha do Trabalho e Assistência Social/Sistema Nacional de Emprego).
Em 2011, porém, a queda na geração de postos de trabalho formais no mês de dezembro em relação ao mês anterior foi mais significativa: -0,83%, contra -0,28% em 2010. Este índice negativo fez com que Passo Fundo ficasse na 48ª posição no ranking de geração de emprego entre as cidades com mais de 30 mil habitantes no Rio Grande do Sul. O primeiro lugar na relação de municípios ficou com Capão da Canoa, que gerou 993 novas vagas. A segunda colocação foi do município de Torres, com 713 empregos celetistas gerados. E em terceiro, Tramandaí, com 355 postos de trabalho criados em dezembro.
Os dados revelam que as temporadas de férias e de veraneio influenciam diretamente na variação das vagas de emprego, determinando os municípios que vão figurar na liderança do ranking. São os conhecidos efeitos sazonais. Outra justificativa para a queda que costuma acontecer no número de vagas e também na procura pelo emprego em Passo Fundo em dezembro é o fato das pessoas deixarem a decisão de começar num novo trabalho assim que o novo ano começa. Prova disso é que o número de atendimentos no FGTAS/Sine subiu de 3.628 em dezembro para 4.768 em janeiro.
De acordo com a coordenadora da unidade do FGTAS/Sine de Passo Fundo, Gabriele Machado, a baixa na oferta de vagas por parte dos empresários e diminuição da procura por parte dos trabalhadores sempre acontece no mês de dezembro. “Mas quando o ano começa, reinicia a procura”, avalia. Em dezembro, a unidade efetuou 329 encaminhamentos para vaga de emprego. Em janeiro, este número subiu para 635.
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