Cesta básica de Passo Fundo sobe 2,96% em um mês

Apesar da alta real, poder de compra registra leve melhora devido ao reajuste do salário mínimo

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Na análise mês a mês, o levantamento mostra que, nos últimos 12 meses, o custo da cesta teve dez variações positivas e apenas três negativas - FOTO: UPF/DIVULGAÇÃONa análise mês a mês, o levantamento mostra que, nos últimos 12 meses, o custo da cesta teve dez variações positivas e apenas três negativas - FOTO: UPF/DIVULGAÇÃO
Na análise mês a mês, o levantamento mostra que, nos últimos 12 meses, o custo da cesta teve dez variações positivas e apenas três negativas - FOTO: UPF/DIVULGAÇÃO
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Fazer as compras do mês ficou mais caro para a família passo-fundense em março de 2026. É o que aponta a mais recente pesquisa do curso de Ciências Econômicas da Esan/UPF, que acompanha mensalmente os preços dos 42 produtos que compõem a cesta básica típica da cidade — incluindo alimentação, higiene pessoal e limpeza doméstica.

Entre fevereiro e março deste ano, o custo total da cesta saltou de R$ 1.591,68 para R$ 1.638,80. A alta foi de 2,96%, o que representa R$ 42,12 a mais no orçamento familiar em apenas 30 dias.

Alta acumulada de 6,14% em 12 meses

A pesquisa também analisou a evolução dos preços entre março de 2025 e março de 2026. Nesse período mais longo, a cesta básica de Passo Fundo acumulou aumento de 6,14%, passando de R$ 1.543,92 para os atuais R$ 1.638,80. Em valores absolutos, significa um gasto extra de R$ 99,88 em um ano.

Na análise mês a mês, o levantamento mostra que, nos últimos 12 meses, o custo da cesta teve dez variações positivas e apenas três negativas — ou seja, na maioria dos meses, os preços subiram. O maior salto ocorreu justamente em março de 2025, quando a alta foi de 4,27%.

Poder de compra melhora, mas com ressalvas

Apesar do aumento expressivo nos preços, a família passo-fundense teve uma leve melhora no poder de compra. O motivo foi o reajuste do salário mínimo, que passou de R$ 1.518,00 (vigente até fevereiro de 2026) para R$ 1.621,00 a partir de março.

Em março de 2025, era necessário 1,02 salário mínimo para comprar a cesta. Já em março de 2026, esse número caiu para 1,01 salário mínimo. Ou seja, o aumento do salário superou o avanço dos preços no acumulado do ano, ainda que por margem pequena.

Alimentação pesa mais no bolso

Dentro da cesta, o grupo alimentação tem o maior peso — e foi justamente ele o grande vilão do mês. Os itens de comida subiram de R$ 1.408,73 (fevereiro) para R$ 1.449,85 (março) — alta de R$ 41,12. Em 12 meses, o aumento no subgrupo alimentação chegou a R$ 59,34.

Os demais grupos também ficaram mais caros:

Higiene pessoal: de R$ 76,50 para R$ 79,82 (alta de R$ 3,32 no mês e R$ 3,73 no ano)

Limpeza doméstica: de R$ 106,44 para R$ 109,13 (aumento de R$ 2,69 no mês e expressivos R$ 31,80 no ano)

Cebola, cenoura e leite lideram as altas

Dos 42 produtos pesquisados, 31 tiveram aumento de preço e apenas 11 apresentaram queda. Entre os dez itens que mais subiram, oito são da alimentação — o que mostra como o prato do dia a dia ficou mais salgado.

Destaque para as maiores altas do mês:

Cebola: +33%

Cenoura: +29,90%

Leite tipo C: +23,75%

Já as maiores quedas foram:

Vinagre: -5,56%

Lâmina de barbear: -5,48%

Absorvente: -5,40%

Cenário de atenção para as famílias

Embora o poder de compra tenha melhorado marginalmente por conta do reajuste do salário mínimo, a disparada de itens essenciais — especialmente alimentos como cebola, cenoura e leite — acende um sinal de alerta. Para economistas, fatores climáticos, custos de transporte e pressão sazonal sobre hortifrutigranjeiros ajudam a explicar as altas concentradas.

A pesquisa da Esan/UPF segue acompanhando mês a mês a evolução da cesta básica, oferecendo um termômetro importante tanto para as famílias quanto para o comércio local de Passo Fundo.

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