Passo Fundo avançou uma posição no ranking das cidades com maior potencial de consumo do Rio Grande do Sul e passou a ocupar o 7º lugar no Estado em 2026. Os dados são do IPC Maps, levantamento divulgado na terça-feira que estima a capacidade de consumo da população brasileira a partir de indicadores econômicos, demográficos e sociais.
Com população estimada em quase 215 mil habitantes, o município soma R$ 12,587 bilhões em potencial de consumo urbano e rural, além de alcançar média anual de R$ 68,2 mil por habitante. No cenário nacional, a cidade aparece na 109ª posição, ultrapassando Novo Hamburgo no ranking estadual.
O desempenho reforça a importância regional de Passo Fundo nos setores de indústria, comércio e serviços, consolidando o município como um dos principais polos econômicos do interior gaúcho.
Perfil de consumo
O levantamento mostra que a maior parte dos domicílios urbanos de Passo Fundo pertencem à classe C, que representa 52,8% do total. Na sequência aparecem a classe B, com 25,6%, as classes D e E, com 17,2%, e a classe A, com 4,5%.
Entre os principais segmentos de consumo no município, a área de habitação lidera os gastos, com R$ 3,02 bilhões movimentados. Em seguida aparecem os gastos com veículo próprio, que somam R$ 1,56 bilhão, e alimentação dentro do domicílio, com R$ 1,05 bilhão.
Outros setores também apresentam forte movimentação econômica, como medicamentos, que chegam a R$ 450,8 milhões, e educação, com R$ 301,4 milhões. Já a alimentação fora de casa movimenta R$ 605,5 milhões, enquanto recreação e cultura ultrapassam os R$ 272 milhões.
Região Norte
Além de Passo Fundo, outras cidades da região Norte do Estado também avançaram no ranking estadual de potencial de consumo. Erechim subiu uma posição e assumiu o 17º lugar no Estado, ultrapassando Lajeado, com potencial estimado em R$ 6,6 bilhões.
Capital lidera ranking
No cenário gaúcho, Porto Alegre segue na liderança absoluta do potencial de consumo, com estimativa de R$ 84,4 bilhões para 2026. A capital também manteve a oitava colocação no ranking nacional do IPC Maps.
Na sequência aparecem Caxias do Sul, com R$ 31,6 bilhões, e Canoas, com R$ 19,3 bilhões.
Segundo o IPC Maps, o estudo utiliza dados oficiais e softwares de geoprocessamento para mapear hábitos de consumo, perfil populacional, classes sociais e movimentação econômica em 22 setores diferentes da economia brasileira.


