Enquanto é finalizada a colheita dos grãos da safra de verão no Rio Grande do Sul, é intensificada a colheita do pinhão, produto típico do inverno gaúcho. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, nas regiões produtoras, como Serra e Campos de Cima da Serra, as sementes estão bem maduras, com ótima sanidade e tamanho. Apesar disso, pelo terceiro ano consecutivo, o volume de frutas e sementes produzido é bastante reduzido, devendo ficar em 30% da média de safra cheia.
Esses ciclos de flutuação na produtividade são bem típicos do pinheiro, perdurando, em média, quatro anos. A esse período vazio segue-se, naturalmente, outro de safras fartas. O produto está bastante disputado pelo mercado, mantendo preços satisfatórios. A cotação média na propriedade é de R$ 2/kg e, no varejo, chega a R$ 8/kg. Na soja, o clima na última semana favoreceu para os produtores acelerarem os trabalhos de colheita, que atinge 90% sobre o total semeado. Caso as boas condições persistam, a finalização deverá ocorrer em no máximo 15 dias.
Na comercialização, o preço médio pago ao produtor pela saca de 60 kg não sofreu grande oscilação, estabilizando-se em R$ 63,34. Com a finalização da colheita da soja, os produtores de milho devem retomar com mais intensidade a colheita do grão nos próximos dias. Nesta semana, o percentual de área colhida atinge 80% do total semeado nesta safra, tendo ainda 16% das lavouras já maduras e prontas para a colheita.
A despeito dos problemas climáticos enfrentados pela cultura durante o ciclo, as produtividades obtidas nesse fim de safra têm se mantido elevadas, o que poderá projetar uma produtividade média, em âmbito estadual, bastante elevada, ficando acima dos 5,6 mil kg/ha atualmente estimados. Com as condições meteorológicas favoráveis durante boa parte do período, os produtores de arroz praticamente finalizaram a colheita da safra 2014, restando poucas e pequenas áreas para o processo ser totalmente concluído. As produtividades se mantiveram em patamares satisfatórios mesmo nas lavouras mais tardias, não diminuindo a expectativa de uma boa safra.
Ao mesmo tempo em que a safra de verão é finalizada no Estado, os triticultores estão em fase de planejamento e preparação da cultura, que ainda não foi semeada e que aguarda o melhor momento, segundo o zoneamento de cada região produtora. A tendência é que haja aumento na área plantada em 2014, haja vista os preços praticados na comercialização da última safra (2013) e o nível de capitalização dos agricultores, decorrentes dos bons preços praticados para os grãos de verão, principalmente para a soja. As primeiras informações sobre a intenção de plantio de trigo para a próxima safra indicam que esse aumento poderá ser 10% superior ao ano passado, quando foram plantados 1,06 milhão de hectares. O 1º Levantamento sobre a Intenção de Plantio deverá ser finalizado até o próximo dia 15. Com esse cenário, o nível tecnológico das lavouras também tende a ser elevado, com os produtores buscando boas produtividades, como as registradas na safra passada.
Citros - As condições climáticas têm sido favoráveis ao desenvolvimento e à qualidade das frutas cítricas. O período é de introdução de plantas de cobertura de solo, como aveia preta e nabo forrageiro, e manejo mecânico das ervas espontâneas. Adubações de cobertura e tratamentos fitossanitários também estão sendo praticados. As precipitações regulares propiciam o crescimento dos frutos, prevendo-se que atingirão bom diâmetro. A diferença entre temperaturas noturnas frias e temperaturas diurnas amenas e dias ensolarados determinará que a casca e o suco tenham cor intensa alaranjada e o suco tenha um bom equilíbrio entre acidez e doçura. Entretanto, as temperaturas amenas diurnas também têm permitido que a principal praga dos citros, a mosca-das-frutas, esteja atacando intensamente os pomares, principalmente de laranjeiras, obrigando os citricultores a realizarem tratamentos para seu controle.
Ovinocultura – O rebanho ovino do Estado permanece apresentado boas condições, tanto nutricionais como sanitárias. As condições climáticas do período, próprias do outono gaúcho, propiciam a proliferação de endoparasitas e ectoparasitas em algumas propriedades, com os criadores aumentando os cuidados no manejo sanitário dos animais. No controle das verminoses, é importante a alternância do uso de vermífugos com princípios ativos diferentes, para reduzir a resistência dos vermes e obter melhores resultados. O cuidado especial deve ser com o rebanho de cria, que está em pleno período de gestação. O preço pago por cordeiros e capões para abate no mercado regional de Santa Maria é considerado bom, variando entre R$ 4,20 a R$ 5/kg/vivo.



