Temperatura deve chegar a 33ºC nesta sexta-feira

No sábado, uma frente fria passa no Rio Grande do Sul para amenizar o calorão dos últimos dias

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Calorão em Passo Fundo e um sorvete para refrescar - Foto: LC Schneider-ONCalorão em Passo Fundo e um sorvete para refrescar - Foto: LC Schneider-ON
Calorão em Passo Fundo e um sorvete para refrescar - Foto: LC Schneider-ON
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A semana foi muito quente. As temperaturas máximas ficaram em torno de 5ºC acima da média histórica. O calorão persiste nesta sexta-feira (6) quando o termômetro poderá registrar até 33ºC. Porém, de acordo com os prognósticos meteorológicos do INMET - Instituto Nacional de Meteorologia, o sábado promete um fôlego. “Uma frente fria de rápida passagem está vindo do Uruguai para o Rio Grande do Sul”, alerta o analista Aldemir Pasinato da Embrapa Trigo. Alívio também passageiro, pois, na próxima semana, o calorão deve retornar à região.

A semana

As máximas desta semana não baixaram dos 30ºC. “Segunda-feira (02) ficou em 30ºC, na terça subiu para 30,4ºC e continuou aumentando. Quarta-feira ficou em 31,8ºC e na quinta-feira chegou a 32,8ºC. Para Passo Fundo, nesta sexta-feira (06) os prognósticos são de que chegue a 33ºC”, detalhou Pasinato. Também enfatizou que, na condição de sol entre nuvens, aumentará a sensação de abafado. Sem chuvas!

Rápida refrescada

A frente fria, desta vez vinda do Uruguai, terá passagem muito rápida na área de Passo Fundo. “Já no sábado a mínima fica em 20ºC e a máxima cai para 27,5ºC. Domingo vai de 18 a 29ºC e na segunda-feira oscila entre 17 e 29ºC. Já para depois da quarta-feira (11) o calorão deve voltar com máximas acima de 32ºC. As mínimas se comportam na faixa de 20ºC”, antecipou o analista.

Pouca chuva

No sábado chove um pouco. “O choque térmico, passando de 33 para 27ºC, provoca instabilidades. Serão chuvas irregulares no final de semana, porém com baixos acumulados. Há possibilidades de temporais isolados e, ainda, rajadas de ventos de 40 a 50 km/h em alguns pontos do estado.” Pasinato também disse que, dependendo na formação de nuvens de desenvolvimento vertical e altura do topo, pode ocorrer queda de granizo. Durante a próxima semana há indicativos apenas de chuvas ocasionais com a característica irregularidade do verão. 


Calor exige atenção redobrada com a saúde do coração

As ondas de calor típicas do verão no Rio Grande do Sul acendem um alerta importante para a saúde cardiovascular. A Sociedade de Cardiologia do Estado do Rio Grande do Sul (SOCERGS) reforça que as altas temperaturas podem provocar desidratação, sobrecarga do coração e aumentar o risco de eventos como arritmias, infarto e acidente vascular cerebral (AVC), especialmente entre idosos, hipertensos e pessoas com doenças cardíacas.

Suor e vasodilatação

Durante o verão, o organismo ativa mecanismos para manter a temperatura interna estável, como a perda de líquidos e eletrólitos pelo suor e a vasodilatação periférica. Esse processo, embora natural, pode elevar a frequência cardíaca, alterar a pressão arterial e aumentar a viscosidade do sangue, criando um cenário de maior exigência para o miocárdio. A situação se agrava quando há prática de atividade física nos horários mais quentes do dia ou hidratação inadequada.

Temperatura corporal

O presidente da SOCERGS, André Luis Câmara Galvão, explica como o nosso organismo ativa uma série de mecanismos para tentar regular a temperatura corporal. “O corpo passa a eliminar calor principalmente por meio do suor, da perda de líquidos e também pela respiração e pela própria troca de calor com o ambiente. Tudo isso ocorre para manter a temperatura interna estável. Nesse processo, acontece o que chamamos de vasodilatação, com dilatação dos vasos da pele e dos músculos, além da ativação do sistema nervoso autônomo, o que pode favorecer arritmias cardíacas em algumas pessoas”.

Tontura e palpitações

De acordo com o especialista “as tonturas podem indicar oscilações da pressão arterial, especialmente em idosos, e não devem ser interpretadas como algo sem gravidade. Outro erro comum no verão é reduzir por conta própria a dose de medicamentos para pressão. Qualquer ajuste deve ser feito somente com orientação médica, pois mudanças inadequadas podem resultar em complicações mais sérias”.

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