OPINIÃO

Teclando - 03/03/2021

Na mesma tecla

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· 2 min de leitura
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Na mesma tecla

É difícil mudar de assunto. Estamos em pandemia. É algo pelo qual nunca imaginava passar. Uma situação aceita apenas como ficção. Mas ficção e realidade não ficam tão distantes. Nessa mesma relação, temos o passado e o futuro que, muitas vezes, também se confundem. Daquilo que consideramos normal às complexidades da anormalidade, estamos confusos. Sentimos pela falta de um norte e a bússola do nosso pensamento já perdeu o magnetismo. Então, mudar de assunto poderia ajudar ou, no mínimo, amenizar essa angústia sem rumo? Talvez. Mas também seria uma fuga da realidade. E é a própria realidade quem está nos cutucando a cada instante. Parece um aviso para nos alertar sobre o momento. Amigos contaminados, amigos mortos. Vacina em discussão, vacina que não chega. Cura nos sonhos, cura distante.

Ora, a cabeça, por melhor que seja, vive o conflito das minhocas cegas. O cérebro não trabalha sozinho, pois tem os seus receptáculos. É pelos olhos e pelos ouvidos que recebemos conflitantes informações. Não bastassem as restrições necessárias neste momento, ainda enfrentamos o veneno que vem da maldade do próprio homem. Enquanto tentamos nos esquivar de um vírus, somos atacados pelo desrespeito à vida. Assim, é difícil mudar de assunto. Mas alguns querem tirar o foco da pandemia. Ou, dependendo dos obscuros interesses, se aproveitam para agir sorrateiramente enquanto as minhocas duelam em nossas cabeças. É difícil a troca de assunto, mas também é importante nos mantermos focados num tema vital. A preservação da espécie exige essa conduta.

Bandeira preta

A situação está de mal a pior. A contaminação corre solta. A debandada do vírus tem progressão geométrica. O número de internados e as mortes são proporcionais ao número de infectados. Colapso nos hospitais, vacina chegando à pé e um vírus desconhecido. Esses são os ingredientes necessários para uma calamidade. Não bastasse esse coquetel mortal, o desrespeito pela vida acelera esse processo. Se o momento exige restrições, temos que ter uma consciência coletiva. Ou, desenhando, pelo bem comum. Aliás, independente de ideologias, somos seres sociáveis que, portanto, vivem em sociedade. E essa convivência é pautada pelo bem comum. Nossos objetivos são pelo coletivo. Não é pela individualidade dos umbigos e nem pelos interesses alaranjados dos políticos. É pela vida!     

 #Fique em casa

O velho indicativo de sustenido no pentagrama musical foi transformado em jogo da velha. Agora ganhou tom anglo-saxônico e atende como hashtag, para sinalizar mensagens nas redes sociais. Desde o início da pandemia surgiu a hashtag “#fique em casa”. Virou moda e todo mundo usa. Mas não basta publicar a hashtag. O importante é seguir o que ela indica. Com ou sem o sinalizador, fique em casa. Simples assim.

Abusos

Os abusados e aproveitadores sempre existiram. E persistem. Basta a fiscalização abaixar a guarda e eles tomam conta. É o caso dos ambulantes ‘estabelecidos’ nas calçadas. Outros permanecem com os seus veículos estacionados por umas seis ou sete horas na área azul. Como não são ‘perturbados’ por agentes públicos, persistem errantes.

Logística

Enquanto o Sars-Cov2 voa num Boeing 747, a vacina vem num Fiat 147.

Trilha sonora

Adriana Calcanhotto mandou para Roberta Sá que gravou – Me Erra


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