OPINIÃO

PÁSCOA: CUIDADO COM O CHOCOLATE FAKE!

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Os órgãos de defesa do consumidor alertam para os riscos do truque do “chocolate fake”. Tem sido comum a oferta nos supermercados e estabelecimentos comerciais em todo o país de ovos de Páscoa com “sabor chocolate”. O objetivo dos fabricantes é baratear os ovos de chocolate que estão muito caros em razão do preço salgado do cacau. Para que o ovo seja considerado de chocolate, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária exige que contenha pelo menos 15% de sólidos de cacau. Contudo, para diminuir o impacto nas finanças do consumidor, muitos fornecedores estão vendendo ovos que não contêm esta quantidade de cacau, mas que oferecem o “sabor chocolate” em medidas muito inferiores ao exigido pelas normas regulamentadoras. O pior é que nem sempre esta informação é destacada no produto. A informação deve constar nos rótulos dos ovos de Páscoa, por isso é importante que o consumidor fique atento e verifique as informações contidas na embalagem dos ovos. Segundo a ANVISA, “um chocolate verdadeiro, ou nobre, sempre terá como base massa de cacau, manteiga de cacau e açúcar. Pode conter também leite em pó, aromatizantes naturais e lecitina como emulsificante, mas a manteiga de cacau deve estar presente”. Para evitar cair no conto do “chocolate fake”, mais conhecido como cobertura fracionada, que é elaborado, principalmente, à base de açúcar, gordura vegetal hidrogenada ou fracionada - como gordura de palma, cacau em pó, em pequena quantidade, e aromatizantes e emulsificantes, os consumidores devem analisar os rótulos com todo o cuidado.


PEIXES NA SEMANA DA PÁSCOA


Com a chegada da Sexta-Feira Santa, o comércio de alimentos intensifica as campanhas de venda de peixes. Tradicionalmente, esta sexta exige dos católicos o consumo de peixes ao invés de outras carnes em geral, como de gado, porco e frango. Alguns, mais ortodoxos, comem peixe na Quarta de Cinzas e na Sexta-feira. É um produto com grande volume de venda nesse período de Páscoa. Segundo a tradição, a origem desta “penitência” se deu no século XI, com o Papa Urbano II. O peixe é um símbolo profundo da fé e da tradição cristã.


DICAS DOS PROCONS


No entanto, todos os cuidados devem ser adotados na aquisição dessa carne, em razão dos riscos que peixes sem procedência podem gerar. O peixe precisa estar bem conservado e resfriado. Os Procons dão as seguintes dicas para a compra de peixes: 1º) acompanhar a pesagem do peixe fresco e exigir que o produto seja embalado diante do consumidor; 2º) exigir que os peixes estejam em balcões frigoríficos ou com gelo por cima e estar expostos em balcão de aço inox inclinado e protegido do sol e de insetos; 3º) exigir o uso de luvas descartáveis pelo feirante ou funcionário do estabelecimento comercial; 4º) exigir que o peixe seja pesado sem a presença do gelo, pois quem compra deve pagar pelo peixe, não pelo gelo; 5º) exigir que o balcão não esteja superlotado, pois isso impede a circulação do ar frio e compromete a qualidade. O produto deve estar conservado sempre a temperaturas inferiores a -18°C, e o resfriado abaixo de 0°C; 6º) nas compras de peixe em conserva, pré-embalado ou congelado, o consumidor pode solicitar a conferência do peso do produto em uma balança do estabelecimento; 7º) no caso de pescado ou frutos do mar com bastante gelo, observe na hora do preparo se ele rende a mesma quantidade que está habituado a consumir; 8º) não adquira bacalhau com manchas avermelhadas ou pintas pretas no dorso, sinais que indicam a presença de bolor ou deterioração.


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