O botijão de gás
A expressão ‘faltou gás’ pode ser no sentido figurado, quando ficamos com a língua de fora, ou no literal quando acaba o gás de cozinha. Aliás, neste caso seria o sentido lique-não-feito que acaba com aquilo que estamos fazendo na cozinha. Pois o uso do gás liquefeito de petróleo, que tem a sigla própria GLP, não é tão antigo.
E, já que abriu uma aba da intrometida IA, abro a válvula para o que ela diz: “Surgiu no início do século XX, com a transição do fogão a lenha ou carvão para o fogão a gás”. Desta vez aceito a explicação da mentalidade postiça e volto aos anos 1960. À época, o botijão era mais conhecido como bujão de gás. Uma novidade que causava arrepios em muita gente, havia lendas e verdades sobre explosões e outras tragédias. Nem todas nossas avós aceitavam um recipiente de gás dentro da cozinha e, assim, o perigoso artefato ficava no lado de fora da casa.
Também sofreu discriminações no comparativo com a comidinha feita no velho fogão à lenha. Nisso, concordo plenamente. No custo benefício, o gás perdia feio para a lenha. Mas isso tudo mudou e hoje a situação é inversa. Aliás, o GLP está lentamente rolando para escanteio com a chegada do fogão por indução. Mas aí já é demais para quem assava milho na portinha do fogão a lenha.
E, para não vazar do botijão, seu maior problema é a falta de indicativo de quantidade. Anoto a data da troca e controlo para evitar uma tragédia culinária. Muitas vezes devolvi o botijão ainda com alguns quilos a bordo. Na penúltima troca fiquei sem gás e a sopa foi para a geladeira. Sábado, por pura sorte, troquei na hora exata. E o próximo? Tanta tecnologia e o velho bujão continua sem um marcador de quantidade. O botijão não evoluiu ou minha paciência diminuiu?
Fiscalização I
Sou adepto de fiscalização em todos os segmentos. É necessário inspecionar para fazer cumprir as leis. Porém, ainda carregamos um ranço cultural em relação às inspeções oficiais. Politicamente, até parece antipático o ato de fiscalizar. Mas é uma obrigação do agente público. E, ainda, as vistas grossas ingressam no rol do ilícito como prevaricação. O secretário do Desenvolvimento Econômico de Passo Fundo, Adolfo de Freitas, ao assumir a função, deixou claro que uma de suas metas é melhorar a eficiência da questão fiscalizatória. Isso, é claro, com amparo na legalidade e urbanidade.
Fiscalização II
A pasta responde por alvarás, utilização do passeio público e a legalidade sobre as atividades desempenhadas. Nos últimos dias a fiscalização deu uma geral em pontos estratégicos como as avenidas Brasil, Presidente Vargas e Sete de Setembro. O resultado é visível, pois diminuiu o espaço ocupado pelos ambulantes. Os agentes públicos também foram aos bairros para conferir alvarás. Adolfo, com visão ampla sobre a sociedade, lembra que o comércio ambulante vem dos primórdios. Porém, não abre mão da regularização e de conferir a origem das mercadorias. Isso é fiscalizar. E fiscalizar é necessário. Além da alçada da SDE, ainda temos alto-falantes, placas, plaquetas e lajotas soltas pelo caminho. Mas, com certeza, estamos evoluindo!
Claro
Quando as coisas ficam claras, devem vir a público. Após inúmeras reclamações de cobranças indevidas, a Claro me deu uma resposta de que estava analisando a situação. E, de fato, assim procedeu. Conferiu, aferiu valores e reconheceu os erros. E a resposta final foi a mais justa: depositaram na minha conta os valores cobrados indevidamente. Agora, sim, a Claro agiu com clareza e correção.
Mesa Um
A proposta de candidatura própria na Mesa Um do Bar Oásis está dando o que falar. A decisão parece irreversível, mas esbarra em um óbice: o nome do candidato a prefeito. Há confrades entusiasmados, outros dizem-se impedidos e alguns ainda não pararam para pensar. Será que a mosca azul não picou ninguém? Não há partido, pois a própria origem da confraria é convivência pluripartidária. Certamente, logo haverá um consenso e saberemos quem será o nome da Mesa Um para prefeito.
Pastelaria
Prossegue o fedor da pastelaria aqui embaixo. A minha esperança é a fiscalização que já está nas ruas.
Centenário
Como diria o cantador de bingo, agora faltam rasos 50 dias para o Centenário de O Nacional.
Trilha sonora
Ana Delin (Annay) - The Windmills Of Your Mind


