OPINIÃO

Teclando - 21/05/2025

A dimensão do pensamento

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A dimensão do pensamento

Semeamos pouco, colheita pequena. Pensamos pequeno, pouco crescemos. Acredito que a amplitude do olhar é, sim, uma abertura para as vibrações que nos mantêm. Isso em todos os sentidos. Vibração e energia, cujos conceitos são mais amplos do que o pôr-do-sol visto de uma coxilha, merecem muita atenção. Não são visíveis, mas quase palpáveis. Em conceito simplório, a vibração seria como a energia coletiva de uma torcida na arquibancada.

Essa energia, que não é medida em Volts ou potencializada em Watts, pode representar um impulso qualquer em nossas vidas. Isso, obviamente, a grosso modo e sem desafiar as leis da metafísica. O pensamento e o olhar geram energias. Olho gordo, mau-olhado, ou boi engordando ao olhar do dono são velhos ditados que comprovam a percepção popular dessa força. O olhar tem, ainda, poderes encantadores e sedutores que, sem sombras de dúvidas, produzam maravilhosas e imensuráveis energias.

Mas, não é apenas um olhar isolado que daria um tom mágico em nossas vidas. É indispensável que haja um pensamento sintonizado com os olhos. Como o vibrar de uma sineta, a ação conjunta da mente em harmonia com a visão dimensiona nossas vibrações. Isso vai do olho gordo ao olho para engordar o rebanho na pastagem. E vale a qualquer momento, pois nosso pensamento assimila aquilo que nos cerca para uma auto dimensão.

Choramingar e reclamar de tudo é fechar as portas para a chegada das boas vibrações. Pensar grande é escancarar as comportas para fluir. Sim, a fluidez é pura boa energia. E isso não exige habilidades sensoriais. Basta não pensar pequeno. Mente aberta e olhar sincero permitem um pensamento imenso sem custos e sem protocolos. A vibração que gera a boa energia resulta apenas da pureza do pensamento.

Grande Aniello

Ontem, se foi mais um grande amigo. Desta vez partiu Aniello D’Arienzo. Tive o privilégio de contar com sua amizade e usufruir de seus implacáveis conhecimentos. Na dúvida, não importa a área, ligava para ele e sempre tinha a resposta. Como um livro da história de Passo Fundo, desmistificava tudo e mais um pouco. Respondia sem filtros, sem panos quentes e ainda colocava uma boa dose de pimenta no assunto. Estivemos juntos em coberturas de apurações eleitorais, quando, com sua bagagem, Aniello dava aulas sobre o comportamento político. Em 1988, de acordo com os resultados até 30% da apuração, observou de quais bairros eram as urnas ainda não apuradas. Caneta e papel na mão e sentenciou: “Dipp é o prefeito”. Acertou na mosca. E não foi por sorte, foi por conhecer a geografia política do município. Aniello sabia tudo e um pouco mais.

Juarez e Mujica

O professor Juarez Azevedo contou-me sobre sua afinidade com o ex-presidente Mujica, do Uruguai. “Tínhamos o mesmo alfaiate, Gabriel Muto, em Montevideu. Ele fazia os trajes de todos os presidentes, inclusive os meus. A caro custo Don Pepe concordou em encomendar um para a sua posse. O sastre só não conseguiu que ele usasse gravata, coisa de burguês. Isto é pura verdade e está na biografia do falecido Muto, mi gran amigo…”

Tá difícil

A má-educação anda em alta por Passo Fundo. E livre de qualquer tipo intervenção. Em algumas lojas, ainda persistem em utilizar alto-falantes nas portas. Mas a turma que mais incomoda é aquela dos carros que detonam um mega som pela cidade. Pela falta de educação, obviamente que só escutam porcaria. Não bastasse tudo isso e, ainda, temos os barulhentos avulsos. São aqueles que mandam uma sertaneja em bom volume no celular, na rua, nas lojas e não estão nem aí. Gente mal-educada!

Pastelaria

Há uma curiosidade coletiva em relação ao fedor da pastelaria aqui embaixo. Alguns perguntam-me qual o pior odor. Simples, o de molho de tomate queimado. Insuportável.

Centenário

Agora faltam 29 dias para o Centenário de O Nacional. Sim, menos de um mês!

 Trilha sonora

Frank Pourcel - Theme From Papillon


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