O liberalismo segundo Ortega Y Gasset (1883-1955)
O filósofo espanhol proclamou o liberalismo como “a forma suprema de generosidade: é o direito assegurado pela maioria às minorias e, portanto, o apelo mais nobre que já ressoou no planeta... A determinação de conviver com o inimigo e ainda, o que é mais, com um inimigo fraco”.
Segundo Raymond Aron (1908-1983)
A filosofia liberal representa o melhor sistema para orientar a política porque respeita o pluralismo de ideias e privilegia o empirismo na análise e na ação. O liberalismo não pretende ter respostas para tudo, como pretende o marxismo. Admite as divergências e as críticas, a partir de um corpo pequeno, porém inequívoco de convicções, no qual a liberdade é o valor supremo.
“As ideias matam, mas a beleza e a fragilidade do liberalismo estão no fato de não abafar as vozes, mesmo perigosas.”
Segundo Paulo Francis (1930-1997)
“Que cada um cuide de si próprio, por livre e espontânea vontade, sem hierarquias repressivas. Antes, a macacada dependia do Trono, Altar e Mistério, como tão bem notou o escritor russo, Dostoievski.”
Liberalismo econômico segundo Adam Smith
O extraordinário pensador Adam Smith (1723-1790), que alguém chamou de “o escocês mais inteligente da história”, considerado o “pai” da economia moderna e o mais importante teórico do liberalismo econômico caracterizou o que chamamos de liberalismo econômico de maneira simples e precisa, chamando o sistema econômico que ele via nascer de "sistema simples e óbvio da liberdade natural". Não é exagerado afirmar que o trágico fracasso das experiências econômicas antiliberais, como as economias planificadas comunistas, se deve ao fato de que elas não levaram em conta a natureza humana.
Numa passagem muito citada de seu livro “A Riqueza das Nações”, que muita gente cita sem tê-lo lido, escreveu ele: “Todo homem, na medida em que não infringe as leis da justiça, conserva plena liberdade de seguir o caminho que seu interesse lhe indica e de levar para onde deseje sua indústria e seu capital, concorrentemente ao de qualquer outro homem ou classe de homens. O soberano se encontra assim inteiramente liberto de uma carga que para a realização conveniente da qual não existe sabedoria humana alguma, nem conhecimento que possa bastar: a carga de ser o superintendente dos particulares, de dirigi-los para os empregos que melhor servem ao interesse geral da sociedade.”
Uma definição enciclopédica
“O termo liberalismo designa uma das mais importantes fontes da moderna democracia ocidental. Ele reflete a relação entre o indivíduo e a autoridade pública. A demanda fundamental do liberalismo é que o direito do Estado de intervir na esfera privada seja estritamente limitado e sujeito a certas regras. Isto se baseia na convicção de que o homem, em virtude de sua razão, é um ser autônomo que somente pode atingir seus últimos propósitos em liberdade, e o bem geral, assim como os interesses individuais, são mais bem promovidos quando se permite à cada pessoa viver de acordo com suas próprias ideias.” (Marxism, communism and Western society: A comparative encyclopedia)


