Bonecos e bichinhos de estimação
Desde quando as cavernas eram nosso lar, a humanidade tem uma fissuração por réplicas e miniaturas. As estátuas são a prova em pedra dessa conduta rígida. Ainda gélidas, as réplicas são atrativas nos museus de cera. Os bonecos ou bichinhos de pelúcia sempre estiveram nos braços das crianças. Boneca de pano, de louça, de piche ou de madeira. Depois, chegaram os materiais sintéticos e algumas novidades eram privilégio para poucos.
A Estrela fabricou modelos com considerável realismo: Boneca Bebê Coração e Boneca Meu Bebê, eram mesmo bonecos lindos e não desgrudavam nos braços das zelosas meninas. Bonecos que choravam ou até davam alguns passos produziam um brilho mágico no olhar das crianças. Mais que uma simples brincadeira, há um zeloso comportamento maternal ao abraçar e carregar uma boneca. Nos anos 1990, apareceu o Tamagotchi que demandava numa rotina de cuidados como se fosse um ser humano. O brinquedinho mexeu forte com a pureza das cabecinhas que assumiam a condição de pais adotivos do minúsculo aparato eletrônico.
Pois, agora, depois da invasão das mentes pelos terraplanistas, temos mais uma novidade por aí. É a febre dos realísticos bebês reborn. Aliás, reborn em inglês (tinha que ser!) significa renascido. Se as bonecas eram brinquedo para crianças, os reborns são “filhos” de gente grande. É claro que, em muitas situações, preenchem as necessidades do maravilhoso instinto materno. Mas, por favor, sem abusos ou delírios comportamentais.
É lógico que os reborns têm riscos impactantes para a saúde emocional. Assim como o pequeno Tamagotchi propicia um vínculo emocional muito forte, não é diferente com os realísticos bebês reborn. Mas, seguindo às regras do jogo, numa ponta está a saúde mental e na outra a sede da selvageria econômica. Febre que arde e fatura alto. Certamente, quando o modismo passar, volta à cena a singela boneca de pano. Ou um bichinho de estimação, que agora a turma do Tio Sam nomenclaturou de pet. De pelúcia ou verdadeiros, os bichinhos sempre serão autênticos e inseparáveis amiguinhos.
A má-influenza
Mamãe sempre recomendou: “cuidado com as más-influências”. Como sempre, ela tinha razão. Mesmo vacinado, na semana passada dei bobeira, a imunidade abriu a guarda e fui acometido pela influenza A. Recorri ao Dr. Ivo Sousa que, ao microfone da velha Planalto, respondia como Oliveira Júnior, o O.J. Como se estivéssemos dividindo a apresentação de um noticioso, eu reclamava das dores pelo corpo e ele completava a fala com a medicação adequada. Também relatou que atende muitas pessoas com influenza. E, que fique bem claro, não é mais uma “gripezinha”. O bichinho é forte e derruba mesmo.
Vacinas
A Prefeitura de Passo Fundo, através da Secretaria da Saúde, realizou no final de semana uma campanha de vacinação contra gripe. Além disso, mantém postos de vacinação nas unidades de saúde e, desde terça-feira, também no Hospital Municipal. Além dessa importante iniciativa para ampliar a vacinação contra a influenza, também é necessário um chamamento para a vacina contra a covid. É bom lembrar que o vírus permanece entre nós e a imunização é sempre importante. A influenza é o foco de agora, mas, simultaneamente, viria muito bem uma campanha para incentivar a vacinação contra covid.
Bicicletas
Já há um bom tempo, as bicicletas motorizadas infernizam em Passo Fundo. Andam em grupos de dois, três ou quatro deixando um rastro de barulho e odor de óleo queimado. Imprimem velocidade bem acima dos 50 km/h permitidos, não utilizam capacete e nem sinalização luminosa. Além do estridente ronco dos motores dois tempos, realizam outras peripécias ilegais. Os percursos na área central são praticamente repetidos quase todas as noites, principalmente nas sextas e sábados. Mesmo assim, ao que parece, não são “importunados” pelos agentes públicos. E quando der aquilo que passa pela tubulação de saneamento? Ou seria impossível acabar com essa brincadeira de alto risco?
Pastelaria
Sobre a pastelaria aqui embaixo, nenhuma novidade. Apenas continua fedendo.
Centenário
Agora, sim, é pura ansiedade. Faltam apenas 22 dias para o Centenário de O Nacional.
Trilha sonora
A dica foi dada pelo professor Dr. Dárcio Vieira Marques:
Nana Mouskouri - Je Chante Avec Toi Liberté


