OPINIÃO

Teclando - 23/07/2025

O telefone tocou novamente

Por
· 2 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?
A- A+

O telefone tocou novamente

O mesmo telefone que nos conecta também nos irrita. Certamente, é um dos inventos que passou pelas mais evolucionárias transformações. De 1876 até agora, foi da manivela de magneto ao telefone de disco, ganhou teclado e chegou aos smartphones com infindáveis recursos. O aparelho que permite conversar à distância está sempre próximo da gente. Marca presença nas músicas, como no primeiro samba gravado em disco, “Pelo Telefone”, de Donga em 1916. Ou, ainda, em 1970, com Jorge Ben Jor em “O Telefone Tocou Novamente”.

Porém, virando o disco, o aparelhinho também é ambíguo. Útil e incômodo. Bom e perverso. O lado negativo cresce em proporcionalidade equivalente à própria evolução. Quanto mais recursos oferece, mais incomodativo fica. Suas múltiplas funções também são portas escancaradas às ilegalidades. Dentre o uso com má-fé, destacam-se as famigeradas ligações supostamente bancárias. Quando não é golpe, oferecem empréstimos com os consignados no topo deste vergonhoso ranking. Recebo em média de seis a 12 dessas irritantes ligações por dia.

Ora, então, essa tecnologia deixou de ser uma ferramenta de conexão e vestiu a capa da perversidade. Mais que uma chatice, isso é irritante. Mais do que irritante, isso é uma ilegalidade. Mais que uma ilegalidade, isso é omissão dos governantes. E, além disso, também é prevaricação de agentes públicos. E isso vale para os Três Poderes. Todos sabem dessa prática, mas ninguém faz absolutamente nada para acabar com essa palhaçada. E, cá entre nós, bastaria apenas um telefonema!

La Pinhata

Há alguns anos, formou-se em Passo Fundo a confraria La Pinhata. A proposta surgiu quando seu presidente, Marco Zandoná, preparou uma iguaria siciliana que são ovos fritos em Pignata. Na prática, um panelão com iguarias em camadas. Participo desde o primeiro encontro itinerante. Na semana passada, bati o ponto com Beto Toson, Claudionor “Chorão” Ramos, Genes “Lagoa” Nogueira, Joelson Zandoná, Luciano Silveira, Marco Zandoná, Rodrigo Formariz, Sandro Chioqueta e Venicio Dartora. O cardápio foi campeão e teve um ‘Galeto a Pinga Fogo’, onde pedaços de frango recheados recebem pingos de toucinho que incendeiam. Uma obra gastronômica de um pentacampeão Mundial, o passo-fundense Darlan Schneider. Bola cheia, professor!

Bicicletas ruidosas I

Não compreendo o porquê de as bicicletas motorizadas ainda circularem pela cidade. Vejo uma série de irregularidades, desrespeitos à legislação de trânsito e risco para as pessoas. Inclusive para os imprudentes ciclistas a motor. Antes, temendo algum tipo de interferência de agentes públicos, as barulhentas bicicletas surgiam na parte central da Avenida Brasil apenas depois das 23 horas. Agora, a barulheira começa mais cedo. Além do ruído insuportável, andam em grupos e fazem perigosas manobras no trânsito. Alguns até andam nos canteiros e calçadas. Não respeitam sinal vermelho!

Bicicletas ruidosas II

Nos últimos dias, observo uma dessas bicicletas enjambradas com o condutor e um parceiro na garupa. E, como já é o novo normal, ambos sem capacete. Também não utilizam sequer algum tipo de sinalização noturna. E os pequenos e ruidosos motores dois tempos assoviam livre por Passo Fundo. Não têm placas e, portanto, não podem ser multados. Então, exatamente por isso, não respeitam nada e fazem horrores pelas ruas. Ora, será que isso é permitido? Parece que sim, pois a cada dia a situação piora. Caso contrário, eles têm muita sorte em não cruzar com os agentes de trânsito. Enfim, são barulhentos, perigosos e, ainda, sortudos.

Pastelaria

Agora, o fedor da pastelaria aqui embaixo mistura-se ao cheiro da fumaça dos motores dois tempos das bicicletinhas motorizadas. Odores urbanos e ilegais.

Centenário

Todos sabem que o Centenário de O Nacional foi em 19 de junho, portanto há 34 dias. O que nem todos lembram é que, nesses 100 anos, há mais de 60 O Nacional vem anunciando o asfaltamento da Transbrasiliana.

Trilha sonora

Jorge Ben Jor - O Telefone Tocou Novamente


Gostou? Compartilhe