OPINIÃO

Teclando -17/09/2025

Grandes e pequenos

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Grandes e pequenos

Como dizem por aí, na vida há pepinos dos grandes e dos pequenos. Sim, no ditado popular os vegetais atuam como eufemismo e assumem a condição de problema. E, como ninguém está livre dos pepinos e abacaxis da vida, nas ruas de Passo Fundo eles aparecem in natura ou em conserva. Grandes ou pequenos. Os naturais são aqueles cultivados pelo ímpeto infrator de algumas pessoas. Nos vidros de conserva estão os que se mantêm através do tempo.

Os enormes caminhões que atravessam a cidade são, pelo tamanho, um problema grande e bem conservado. Por aqui passam bobinas de aço, matéria-prima para a indústria metalmecânica, em imensos caminhões bitrem. Vi, dia desses, um caminhão bitrem carregando quatro rolos da liga metálica que, acredito, pese mais de 10 toneladas cada. Também vejo caminhões com carga-viva. Muitos levam frangos que passeiam entre o Boqueirão e a Petrópolis. Enfim, usam o “trecho asfaltado da Transbrasiliana”.

Pepino pequeno e in natura são as infernais bicicletas motorizadas. Agora, com a nova regulamentação dos ciclomotores, esse pepino poderá ser descascado. Porém, como os jovens infratores ruidosos sequer utilizam capacete, não acredito que respeitarão as normas. E o respeito às normas é fundamental para pepinos grandes e pequenos.

Os motoristas dos caminhões, mesmo orientados pelo GPS, não respeitam as placas indicativas nas entradas da cidade. Enquanto isso, os jovens das bicicletinhas não têm a orientação do GPS da educação de berço. Resta, então, apostar que os responsáveis pelo trânsito entrem em ação. Porque, grandes ou pequenos, os pepinos são enormes problemas.

SED Studio

Há muito tempo estava em dívida com o querido amigo Neno que, de acordo com dados notariais, assina Carlos Alexandre Gehm da Costa. O convite de longa data era para eu conhecer o SED Studio. Trata-se de uma proposta ímpar que viabiliza estrutura qualificada para gravações de podcast, videocast e outros tentáculos sonoros. Vi, gostei e babei. O SED Studio surpreende não apenas pela estrutura física, mas, também, pela parafernália eletrônica de ponta. É uma proposta adequada aos novos caminhos que já estão passando pela janelinha da vida. Foi jogo rápido, com direito a receber um sugestivo mimo. Agora, ficou o desejo de um velho speaker em testar os microfones e os efeitos comandados pelo não menos querido Alexandre. Espero, em breve, saldar esta segunda parcela da dívida. Essa duplinha merece todo carinho!

Ameixinha

A conhecida ameixa que encontramos no nosso quintal e no do vizinho, também é conhecida como ameixinha de inverno ou ameixa amarela. Ou, simplesmente, ameixinha. Uma frutinha comum e gostosa. In natura ou na cachaça. Agora, de uns anos pra cá, aparece nas prateleiras com o imponente nome nêspera. Isso significa que há décadas eu comia nêsperas e imaginava serem ameixinhas. Pois, mais recentemente, a insaciável busca humana pela manutenção da carcaça descobriu que a nêspera tem importantes propriedades medicinais. Obviamente, ganhou status e agregou valor. Ou seja, ficou mais cara. Sim, aquela mesma ameixinha quase gratuita da infância, hoje, em alguns locais, é oferecida como nêspera por mais de R$ 70 o quilo. Imaginem quando utilizarem o nome científico. Certamente, serão atribuídos milagres à pomposa Eriobotrya japônica que custará os olhos da cara.

Estradas

Enquanto discutimos sobre pedágios, as estradas ficam entregues às traças. O melhor seria dizer que alguns trechos viraram uns troços. Quem segue de Passo Fundo a Erechim observa caminhões em quase zigue-zague. E não é por imprudência. Fazem isso para desviar os degraus na pista. Sim, há locais onde a camada final do asfalto sumiu. E a estrada até vinha sendo bem conservada, especialmente com recursos do pedágio não-privatizado. E, mesmo que não houvesse algum tipo de cobrança, a responsabilidade da rodovia estadual é de competência do estado. Então, com ou sem pedágio, parece que querem abandonar as estradas e fugir da responsabilidade.

Centenário

O tempo não plana. O tempo voa. O velocímetro do tempo é a matemática, pois já se passaram 90 dias dos 100 anos de O Nacional. Então, olhando de cima para baixo, contar sempre faz bem.

Pastelaria

O fedor de fritura da pastelaria aqui embaixo já merece uma contagem cronológica. Mas, o melhor mesmo seria uma ação ambiental.

Trilha sonora

Hermeto Pascoal - Bebê


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