Planejamento estratégico define programas que vão nortear a vida dos passo-fundenses

Plano Plurianual estabelece prioridades em áreas como habitação, saúde, educação, mobilidade, meio ambiente e inclusão social para os próximos quatro anos

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Entre as prioridades, duas áreas ganham centralidade: infraestrutura e habitação. - Foto: Michel Sanderi  Entre as prioridades, duas áreas ganham centralidade: infraestrutura e habitação. - Foto: Michel Sanderi
Entre as prioridades, duas áreas ganham centralidade: infraestrutura e habitação. - Foto: Michel Sanderi
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Mais do que um documento técnico, o Plano Plurianual (PPA) 2026–2029 é o guia que orientará os rumos de Passo Fundo nos próximos quatro anos. Aprovado na quarta-feira (21) pela Câmara de Vereadores, o plano estabelece onde e como o município deverá investir até 2029, refletindo as prioridades da atual gestão e as demandas da população.

“O PPA deve estabelecer aquilo que será buscado como prioridade, especialmente do ponto de vista de investimentos. Ele reflete o foco dos programas, mesmo os de custeio, para dar resposta às demandas da cidade”, explicou o secretário de Planejamento, Giezi Schneider.

Segundo ele, o documento é resultado do cruzamento entre três elementos: o plano de governo, o diagnóstico das necessidades locais e a capacidade orçamentária do município. “Não podemos fazer um PPA fictício e ilusório. Trabalhamos com projeções reais, considerando despesas obrigatórias, como folha de pagamento e serviços já consolidados. Só a partir disso definimos o que pode ser destinado a novos investimentos”, acrescentou.

Habitação e infraestrutura em destaque

Entre as prioridades do novo ciclo, duas áreas ganham centralidade: infraestrutura e habitação. “A cidade está crescendo rapidamente e precisamos acompanhar esse desenvolvimento. Por isso, o PPA traz atenção especial para a habitação, que no plano anterior não estava plenamente contemplada e agora passa a ser prioridade”, afirmou Schneider.

Conforme o secretário, esse compromisso se materializa no programa Toda Família com um Lar. “Ele busca ampliar o acesso à moradia digna, especialmente por meio de políticas de habitação de interesse social. A expectativa é reduzir o déficit habitacional e garantir condições adequadas de vida para centenas de famílias passo-fundenses”, relatou.

Impactos no cotidiano

O crescimento da população e a chegada de novos loteamentos exigem uma resposta rápida e planejada do poder público. Isso significa novas escolas, mais unidades de saúde, investimentos em mobilidade e melhorias na sinalização e pavimentação. “Esse aumento populacional impacta diretamente na oferta de serviços, que precisam ser mais descentralizados e pulverizados. O PPA traz essa preocupação de planejar a cidade para que ela tenha infraestrutura adequada e serviços acessíveis em todas as regiões”, afirmou o secretário.

Participação e construção coletiva

A elaboração do documento envolveu todas as secretarias municipais e recebeu contribuições da Câmara de Vereadores, que inseriu emendas e subemendas ao texto original. Para Schneider, essa participação fortalece o processo. “Os vereadores cumprem uma função muito relevante de diálogo permanente com as comunidades. As discussões no Legislativo trazem adequações que tornam o PPA mais eficiente e conectado à realidade da cidade e do interior”, avaliou.

Programas prioritários para as políticas públicas

Além da habitação, o PPA estabelece um conjunto de programas que devem guiar a execução de políticas públicas até 2029:

  • Saúde Integral: consolidação e ampliação da rede de atenção básica e especializada, assegurando acesso universal e qualificado aos serviços de saúde.
  • Educação Continuada e para o Futuro e Inclusão Educacional: programas voltados à modernização da educação, valorização dos professores, combate à evasão escolar e preparação dos alunos para os desafios do futuro.
  • Cultura em Movimento: incentivo às atividades culturais, descentralizando a programação e garantindo que todas as regiões da cidade tenham acesso a eventos, oficinas e manifestações artísticas.
  • Passo Fundo, Menos Carbono, Mais Futuro: ações voltadas à sustentabilidade, redução da emissão de poluentes, ampliação de áreas verdes e incentivo a práticas ambientais responsáveis.
  • Trânsito Melhor: investimento em sinalização, infraestrutura viária e mobilidade urbana, com foco na segurança e na fluidez do tráfego.
  • Desenvolvimento no Interior: fortalecimento das comunidades rurais, ampliando infraestrutura, acesso a serviços e oportunidades de crescimento econômico no campo.
  • Proteção Social Básica e Especial: políticas voltadas à assistência social, com foco em famílias em situação de vulnerabilidade, idosos, crianças, adolescentes e pessoas com deficiência.
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