OPINIÃO

Teclando - 04/03/2026

Guerra é guerra

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Guerra é guerra

Chegamos a 2026, enquanto os racionais que habitam o planeta ainda agem como crianças mimadas. Egocêntricos e intransigentes, são agressivos e brigam para concretizar seus desejos. Não têm limites e provocam guerras. Assim, engatinha a birrenta humanidade. Desumana, é claro.

São crianças de péssima índole que brigam por espaço. Ou, bem pior, colocam fogo no quintal dos outros, pois é mais confortável brigar no cocho alheio. Como bem nos ensinou o Dr. Rômulo Teixeira, saudoso professor de Direito Internacional Público, a beligerância é o grave revés da ineficácia da diplomacia.

Infelizmente, há crianças grandes que provocam guerras. Geralmente, os protagonistas são sempre os mesmos. Além de as armas destruidoras, ainda puxam um bando de desumanos que tenta justificar o sangue derramado. Sim, temos especialistas que transformam as relações internacionais em campos de batalha. E, ainda, estrategistas que justificam atos e analisam como se a guerra fosse uma bolsa de valores.

Ora, não é petróleo. O que está jorrando é sangue. E a mentira envolve o planeta, pois a cada tiro dado a verdade padece mais e mais. Então, entram em cena os idiotas que formam arquibancadas de torcidas. Com direito ao aceno de bandeirinhas!

Logo, surgem especialistas para avaliar o potencial bélico. Parece surreal, mas os gráficos medem a capacidade das máquinas destruidoras. Sim, mostram quem pode matar mais.

Em meio à fumaça da destruição, os escombros do que foi um lar delineiam uma nova paisagem. Seres, de fato humanos, choram. Desumanos, aplaudem. Invertem valores e colocam o ouro e a pólvora à frente da vida. Tudo isso porque crianças grandes fulminam crianças pequenas e destroem sonhos.

Então, não é apenas consequência da incapacidade diplomática. A motivação é a índole agressiva de adultos, outrora apenas crianças mimadas. Hoje, respiram ganância e radicalismo. Para eles, a morte é somente uma cifra estatística.

Chimichurri

Desde que Teixerinha caracterizou as prendas mais lindas do mundo, Passo Fundo é puro superlativo. Aqui temos o Batatas com o Menor Palco Mundo©, ou o Chardonnay da Una, o mais alto prédio do Rio Grande do Sul. Agora, o Restaurante Franz está beliscando o Guinness com o maior pote de chimichurri do mundo. Sim, depois de uma bonita renovada no ambiente, lá está um enorme recipiente com o tradicional molho portenho. Excelente, assim como as novas entradas da culinária árabe. De resto, o capricho que todos já conhecemos. Mas o pote de chimichurri é enorme. Não acreditam? Então, basta conferir junto ao balcão de assados.

Os Biazi

Não durou dois meses o recesso de Lisete e Alcir Biasi, depois de finalizar o longo ciclo de economato no Comercial. Agora, o retorno às lidas culinárias será para acompanhar as inovações do filho Kiko que retornou de um longo aprendizado na Austrália. Lisete, Alcir e Kiko já acertaram a montagem de um estabelecimento no Viva Garden Park UPF. Enquanto aguardam pelas obras do imenso empreendimento, adaptam o velho chalé da Associação dos Funcionários da UPF para início da nova proposta. A fase é de preparativos, o que também inclui o nome do estabelecimento. O sabor que já conhecemos ganha toques das novidades do Kiko e, ainda, a guarnição verde do ambiente da UPF.

Juarez Azevedo

A Academia Passo-Fundense de Letras realiza o Momento Cultural. A edição de sábado, 07/03, será às 09h30 no Auditório da APLetras. O palestrante será o acadêmico Luiz Juarez Nogueira de Azevedo, com o tema “A Intemporalidade de Eça de Queiróz”. O Momento Cultural é uma excelente oportunidade para mais uma aula do professor Juarez. Vou conferir essa e outras de Eça. Entrada franca e cultura à vontade.

Pedágio

De olho na Avenida Brasil, tenho a leve impressão que está aumentando o fluxo de carretas que atravessam a cidade. Da velha rota dos tropeiros, ao que parece Passo Fundo continua sendo terra de passagem. A diferença é que os cascos foram substituídos por enormes pneus. Oremos!

Centenário

O Centenário de O Nacional foi há 258 dias. Agora, faltam 107 dias para os 101 anos. Enquanto o tempo voa, na memória de alguns evapora até rachadinha.

Pastelaria

Parece que, em alguns momentos, o fedor da pastelaria aqui em baixo diminui um pouco. Mas, no efeito mola comprimida, quando volta é insuportável.

Trilha sonora

Neil Sedaka - Laughter in the Rain


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