Frio e calor
No Planalto Médio, com clima subtropical, temos as quatro estações bem definidas. Ora calor, ora frio e a vida segue. Nos últimos dias, ingressamos de fato e de direito no inverno.
O frio chegou. E o primeiro frio a gente sente mais, porém, aos poucos, nos habituamos. Mesmo sabedores dessas condições, reclamamos. Somos reclamões desde recém-nascidos e seguimos reclamando até a ranzinzice. Ontem, quase todos com quem falei queixaram-se do frio.
Lá por outubro, a choradeira prossegue e o alvo será um calorzinho de vinte e poucos graus. Esfria, reprovamos. Esquenta, não gostamos. Aos reclamões de plantão, tenho a má-notícia de que seus protestos não resultarão em nenhuma mudança climática. O termômetro continuará operando nos limites de cada estação.
No esquenta e esfria, sempre lutamos com a temperatura. O esquenta esfria não é privilégio das quatro estações. Fazemos exatamente o mesmo em casa. Água quente para cozinhar, tomar um mate ou preparar um café. Enquanto a chaleira chia no fogão, congelamos e conservamos alimentos na geladeira. Congela, descongela e aquece. Vivemos entre o calor e o frio.
Necessitamos do calor e do frio. E, na mais explícita ingratidão com a natureza, reclamamos do frio e do calor. Fogão à lenha, garrafa térmica, aquecedor elétrico e até bolsa de água quente numa época. Geladeira, gelo, sombra e ventilador em outra. Tudo isso sob o alerta de que vai esfriar ou vai esquentar.
Queima ou despenca?
Não vejo alguma perspectiva positiva para a Casa do Engenheiro-chefe da ferroviária. O que ainda resta do velho prédio não deve durar muito tempo na paisagem passo-fundense. Foi invadido, sofreu com um incêndio e boa parte da estrutura acabou afetada. Os invasores permanecem por lá e a área não recebeu sequer algum tipo de isolamento. Ora, com base em fatos de um passado pouco distante, deve continuar em deterioração. Até agora, o prédio histórico não foi além de explicações, teorias e muito blá-blá-blá. Desde o incêndio, nada de concreto ou objetivo foi feito. Então, seguindo a lógica que mui bem conhecemos, logo deve incendiar novamente. Ou, então, a estrutura será condenada e, enfim, poderão derrubar a casa. A única dúvida fica entre incendiar ou despencar?
Passar a régua
Fiscalizar é necessário, mesmo que pareça antipático. Não importa a área, faz bem conferir se a legalidade é respeitada. Como diz o secretário de Desenvolvimento Econômico, Adolfo de Freitas, é necessário passar a régua. A expressão é um traço em respeito aos que estão cumprindo as exigências legais. Ou seja, o combate à ilegalidade é um gesto de respeito para com quem transita na legalidade. Na semana passada, a fiscalização bateu por aí. E não foi por pouca coisa, pois encontrou a pirataria em escala de atacado. O pouquinho que enxergamos pode ser bem maior. Fiscalizar é necessário.
Tânia Rösing
Na semana passada, em giro pelo Bourbon, encontrei a querida professora Dr. Tânia Rösing. Estava muito bem escoltada pela filha Ilana e pela neta Lavinia para uma tarde de compras. Tânia passou um tempinho em Porto Alegre, onde, acredito, concluiu mais um pós-doutorado na vida. Nossa conversa foi no estilo jogo-rápido, sequer pronunciamos um nome próprio! Muitos, porém, ficaram na ponta da língua e engatilhando pautas para o próximo encontro. A novidade é que a Prô Tânia está iniciando mais uma temporada de almoços, reabrindo sua residência para receber amigos. Enfim, uma jornada de cordialidades em meio à mais espontânea literatura que surgir à mesa. Bom retorno, Tânia.
Caminhões e bicicletas
Caminhões com seis ou sete eixos continuam cortando a cidade de ponta a ponta. Isso ocorre 24 horas por dia, todos os dias do ano e há alguns anos. Com a mesma constância, as bicicletas motorizadas infernizam pelas ruas de Passo Fundo. Ora, não é possível que os responsáveis pelo trânsito não vejam isso. Os caminhões, pelo tamanho, são de fácil visualização. As bicicletas motorizadas, pelo barulho infernal, são de fácil detecção auditiva. Basta olhar, escutar e punir essas irregularidades.
Centenário
Pela centésima vez, prometo que o tópico Centenário chega ao fim. Agora, já com 101 aninhos, o Jornal O Nacional segue em outro patamar. Um privilégio que poucos jornais podem ostentar. E, portanto, exigir muito respeito.
Pastelaria
O persistente fedor da pastelaria aqui embaixo já faz por merecer uma visitinha da fiscalização. É fácil localizar. Basta seguir o fedor de fritura.
Trilha sonora
Philippe Sarde - Martini Dry


