?EURoeFoi instinto?EUR?, diz dono de lotérica que reagiu a assalto

Indivíduo foi baleado no peito e fugiu na garupa de uma moto

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Vidro em que projétil disparado pelo assaltante ficou presoVidro em que projétil disparado pelo assaltante ficou preso
Vidro em que projétil disparado pelo assaltante ficou preso
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Um homem foi baleado no peito após tentar assaltar uma lotérica no bairro São José, em Passo Fundo, no final da tarde de quinta-feira (24). Proprietário do estabelecimento, Igor Pereira dos Santos, de 24 anos, reagiu, pegando na arma e a virando contra o próprio assaltante e apertando o gatilho. “Na hora que ele chegou perto de mim pensei em fazer o que eu podia. Foi instinto”, descreveu nesta sexta-feira (25), enquanto esperava que os vidros fossem recolocados no estabelecimento.  Após ser baleado, o homem fugiu e até a publicação desta matéria não havia sido localizado.

 

De acordo Pereira, que há pouco mais de um ano instalou a loteria na esquina da rua Salvador, no bairro São José, ele atendia um cliente enquanto sua namorada, Emily Arruda de Oliveira, de 21 anos, atendida outro, quando um homem moreno, aparentemente jovem, de capacete, entrou e foi na cabine dele.

 

Com uma arma em mãos, anunciou o assalto e desferiu um disparo de arma de fogo, que atingiu o vidro que o separava de Pereira, e o vidro que fica atrás do proprietário.

 

“Ele entrou, anunciou o assalto e mirou a arma no cara”, descreve Pereira, sobre o momento em que o assaltante apontou a arma para o cliente, um senhor de aparentes 50 anos, conforme o proprietário. “E daí nisso ele mirou em mim também. Falou que queria dinheiro. Falei que não ia dar. O cliente ficou quieto. Em choque. E nisso ele deu um tiro que pegou ali”, e mostrou a marca no vidro atrás dele. “Depois ele pediu para eu abrir a porta para ele [porta lateral] e aí ele entrou aqui e conseguimos brigar. E nisso, nessa briga, eu consegui virar a mão dele e aí acertar. Deu dois tiros. Com a própria arma dele. E quando deu ele saiu correndo.”

 

Pereira acredita que o disparo tenha atingido o peito do homem pela forma como ele reagiu após o disparo.

 

Para sair do local, o assaltante ainda pulou o muro da lotérica, e subiu na garupa de uma moto.

 

“Foi como viver outra vez”

 

Emily, que viu a cena ao lado do namorado, disse que temeu após o primeiro disparo dado pelo assaltante. “Nunca tinha passado por isso”, apontou. “Para mim foi horrível. Eu tava atendendo o cliente. Vi que o cara entrou com capacete. Não vi a cara dele. Só vi que estava com a pistola. E quando vi já começou um barulhão. Me abaixei no canto. Eu e o cliente. Quando ele deu o tiro eu me assustei. Fiquei ali, depois me levantei. Não conseguia fazer nada. Só tremer.”

 

Pereira também nunca havia passado por um momento assim, tampouco utilizado uma arma. Ele reconhece os riscos que correu após ter agido. Emily disse que na noite após o ocorrido, conversaram. “Foi como viver outra vez. A gente não imagina que vai acontecer até acontecer”, concordaram sobre a situação. 

 

O acusado não havia sido localizado até a publicação desta matéria.

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