A Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Donária foi arrombada entre a noite de domingo (10) e a manhã desta segunda-feira (11) e pelo menos 100 pessoas perderam os atendimentos, hoje, quando a unidade precisou passar por reparos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde foram furtados de materiais de limpeza a utensílios de enfermagem. Os serviços devem voltar amanhã (12).
A suspeita da Secretaria é de que os assaltantes tenham acessado à UBS por uma porta dos fundos, encontrada arrombada às 7h15, quando o primeiro funcionário chegou à unidade. A porta era de vidro, mas não foi quebrada, apenas a maçaneta foi arrombada e, depois, rompida a grade que protegia a entrada.
Foram levados da UBS um microondas, um frigobar, uma chaleira elétrica, um botijão de gás, um liquidificador, um rádio pequeno, materiais de limpeza (álcool, limpa vidro e sabão), materiais de uso da enfermagem (soro fisiológico), um balde de tamanho grande e R$ 60 em dinheiro que estavam em um envelope que pertenciam a uma funcionária.
Na unidade são oferecidas consultas médicas, coleta de preventivo, vacinas, entrega de medicamentos, realização de curativos, verificação de sinais e são atendidas cerca de 100 pessoas por dia.
Comunidade em alerta
Os serviços foram cancelados hoje (11) para troca da fechadura da porta dos fundos e orçamento da nova grade.
Há alguns meses, tempo que a Secretaria não precisou, um guarda foi destacado para cuidar da segurança da unidade no período da tarde, devido a ameaças que servidores teriam sofrido. No momento do arrombamento não havia guarda, apenas o sistema de segurança, que é terceirizado.
O alarme teria sido acionado, mas devido a problemas técnicos no sistema, segundo a Secretaria, não chegou à central da empresa Epavi, responsável pelo serviço.
“De padrão, todas as unidades tem alarme e monitoramento, algumas, que tem questões mais de vulnerabilidade, a gente coloca um guarda durante o dia. São poucas. Raras. E, nesses casos [arrombamento], quando temos alguma situação na comunidade, acionamos a própria comunidade para ajudar a monitorar. Porque a Unidade de Saúde é um bem do bairro, público. Já avisamos o presidente do bairro hoje de manhã para avisar a comunidade que não teria atendimento, mas estão todos preocupados. Porque toda comunidade sai perdendo quando há um dia de fechamento de serviço. Então usamos a própria comunidade como agente potente”, destacou a psicóloga Marina Pitágoras Lazaretto, da Secretaria Municipal de Saúde.
A reportagem tentou contato com a empresa Epevi, mas teve retorno até a publicação desta matéria.


