Repercussão na Câmara

A questão política e os déficits estruturais do país foi o principal viés trabalhado pelos parlamentares.

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A paralisação dos caminhoneiros também ganhou espaço nas discussões da Câmara de Vereadores durante a sessão de ontem. A questão política e os déficits estruturais do país foi o principal viés trabalhado pelos parlamentares. O vereador Wilson Lill (PSB), iniciou as discussões afirmando que o protesto dos caminhoneiros é reflexo da falta de condições estruturais enfrentadas cotidianamente pelos cidadãos que estão cansados de trabalhar em situações precárias e arcar com a alta carga tributária. Para exemplificar ele mostrou fotos das condições de rodovias de Mato Grosso, onde os caminhoneiros precisavam trafegar em vias sem pavimentação. “Essa greve não se trata de direita ou esquerda ou quem está atrás desse grupo. Essa movimentação é o retrato daqueles que querem dar um basta nestas condições. Se buscar melhorias é golpe, então viva o golpe”.

Os vereadores Márcio Patussi (PDT), Márcio Tassi (PTB) seguiram na mesma linha de análise do socialista e apontaram a legitimidade e a necessidade da população apoiar a pauta e a iniciativa dos caminhoneiros e parabenizarão a ação dos comerciantes que na sexta-feira (27) fecharam as portas em apoio ao protesto que passou pelo centro da cidade.

Diante das criticas ao governo federal que são constantes no Legislativo e os ataques agressivos proferidos, principalmente, pelos vereadores Ernani Laimer (PPS) e Patric Cavalcanti (DEM), a vereadora Claudia Furnaletto (PT) questionou o sentimento de ódio explorado dentro da Câmara, mas também pela sociedade, principalmente, nas redes sociais. Ela pediu respeito aos pares. “Os problemas existentes não são oriundos de partidos políticos, mas de pessoas”. Neste sentido ela destacou que os vereadores não devem generalizar as criticas ao PT. “Não estou aqui para ser chamada de ladra. O PT, assim como todos os outros partidos é formado por pessoas, muitas delas pessoas de bem. Apenas peço coerência no momento de criticar para não generalizar”.

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