OPINIÃO

Mudança de critérios

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Na próxima terça-feira, o governador Eduardo Leite tem novo encontro com prefeitos das 27 Associações de Municípios e Famurs para debater alterações no modelo de distanciamento controlado. Prefeitos não querem mais autonomia para definir as bandeiras (como chegou a propor o governador), mas querem participar da escolha dos critérios que definem as bandeiras. Uma das razões para isso foi identificado pelo Observatório Regional da Saúde coordenado pelo professor Julcemar Zilli, da UPF. No levantamento que a equipe do Observatório faz todos os dias, descobriu-se que os hospitais de Passo Fundo atenderam nos últimos dias, 11 pacientes de outras regiões, algumas em bandeira amarela. Passo Fundo é referência em saúde e atende pacientes de todo o Estado e até de fora dele e não há problema em fazer isso. No entanto, o governo não leva em consideração que pacientes Covid de outras regiões influenciam na cor da bandeira por aqui. De um modo geral, os prefeitos querem participar mais e também querem acabar com o anuncio prévio, prazo de recurso e anuncio definitivo. A expectativa de sexta para segunda-feira gera tensão especialmente para o comércio que não sabe sob qual bandeira vai operar. Qualquer decisão é difícil! O melhor seria que cada um fizesse a sua parte.



Definição sem anúncio oficial

O martelo está batido, mas a tendência é que não seja feito anúncio oficial devido ao momento de pandemia. O ex-secretário de Gestão e de Cultura, Pedro Almeida será o candidato a prefeito da chapa da situação em Passo Fundo. Pedro Almeida já tem cerca de dez partidos ao seu lado, após uma rodada de conversas que está sendo finalizada. Com formação em Gestão Pública e Administração, participou dos dois governos do prefeito Luciano Azevedo. Nascido em Passo Fundo, tem 42 anos.É grande a confiança dentro do governo no seu nome, que aposta na forma comunicativa de Pedro Almeida. Como Secretário de Gestão nos últimos meses, antes da desincompatibilização, foi uma espécie de “coordenador” dos próprios colegas. 



Equipe

Pré-candidato a prefeito Lucas Cidade, PSDB, organiza equipe multidisciplinar para a coordenação da campanha. Um dos nomes convidados e que já aceitou é o advogado e professor Alcindo Roque.



Chapa pura

O PSC vai de chapa pura para a eleição deste ano. O pré-candidato a prefeito Cláudio Dóro tem como pré a vice-prefeito João Campos. Dóro, 67 anos, é engenheiro agrônomo, produtor rural e consultor agrícola. Deixou o PP, partido ao qual sempre foi filiado, para organizar o PSC – Partido Social Cristão e acabou sendo convidado a concorrer a prefeito, aceitando o desafio. O PSC terá mais de 30 candidatos a vereador e aposta no desempenho eleitoral do atual vereador Renato Tiecher, para fazer bancada. O PSC ganhou novos filiados vindos especialmente da dissidência do PSL em Passo Fundo.



Alinhamento

Aliança com o PP e o alinhamento com o ex-vereador Marcos Susin estão surpreendendo positivamente os pedetistas. O grupo que trabalha na pré-candidatura de Márcio Patussi vê sintonia e convergência na construção de proposta de um novo projeto para Passo Fundo. Reconhecendo os feitos do atual mandatário e propondo melhorias em áreas que necessitam. Um dos pontos que propositivos será a geração de empregos.



Projeto do IPTU

Depois de cinco meses em tramitação deve ser votado nesta segunda-feira na Câmara de Vereadores, o projeto do Executivo que altera as alíquotas do IPTU de Passo Fundo e corrige distorções identificadas depois da alteração na base de cálculo do imposto, no ano passado. O projeto foi sem regime de urgência e no meio do caminho teve pandemia, decretos restringindo atividades, análise em comissões e pedido de vistas por parte de vereadores. Agora está pronto para a pauta do dia da sessão virtual de segunda. O projeto reduz o IPTU para terrenos baldios em algumas situações e os que estão em Áreas de Proteção Permanente (APP).



Decisão técnica

A Secretaria Estadual da Saúde informa, em comunicado às secretarias municipais, que o Estado não adotará nenhum protocolo para o tratamento de COVID-19 até que evidências científicas sejam comprovadas, cabendo a decisão de uso de medicamentos aos profissionais médicos e seus pacientes. O comunicado foi necessário diante da pressão sofrida por prefeitos para a liberação do Kit ou ‘saquinho mágico’ composto por hidroxicloroquina, ivermectina e azitromicina para distribuir na rede pública como tratamento preventivo da Covid, mesmo sem qualquer comprovação científica. Brasil afora prefeitos tem gasto dinheiro público na compra do kit, dispensando licitação pública. Tribunais de Contas de vários estados advertem gestores públicos sobre futuros apontamentos. 

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