Encontro debate novas ameaças

Nova espécie identificada no Mato Grosso colocou a defesa agropecuária brasileira em estado de alerta

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Orientação para controle visa evitar que problema se alastre pelo BrasilOrientação para controle visa evitar que problema se alastre pelo Brasil
Orientação para controle visa evitar que problema se alastre pelo Brasil
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O produtor está acostumado a encontrar plantas de caruru em meio às lavouras de grãos, mas uma nova espécie identificada no Mato Grosso colocou a defesa agropecuária brasileira em estado de alerta. A prevenção e controle do caruru-gigante (Amaranthus palmeri) é dos destaques do IV Encontro Nacional sobre Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas, que acontece dia 9 de junho, em Passo Fundo, RS.
Amaranthus palmeri é uma planta daninha exótica de caruru, que já causava perdas nos algodoais nos Estados Unidos e no México, quando foi identificada pela primeira vez no Brasil, em 2015, em lavouras do Mato Grosso, em locais de rotação de algodão, soja e milho. Além do crescimento rápido (2 a 3 cm por dia), as flores femininas podem produzir sementes mesmo sem a ocorrência de polinização (cada planta pode produzir de 100 mil a 1 milhão de sementes). Sem controle, as perdas no rendimento das culturas podem atingir 91% em milho, 79% em soja e 77% no algodão.
Experimentos realizados por instituições americanas mostraram que esta planta daninha pode desenvolver resistência a diferentes princípios ativos dos herbicidas (glifosato, inibidores da ALS, do fotossistema II, inibidores da HPPD e da tubulina), bem como resistência múltipla a diferentes mecanismos de ação. "Por isso a importância de controlar os primeiros focos encontrados no País, manejando corretamente para evitar a resistência de plantas que possam se espalhar em outras regiões produtoras", esclarece o pesquisador da Embrapa Trigo, Leandro Vargas.
De acordo com o pesquisador da Embrapa Soja, Dionisio Gazziero, por enquanto, o problema está contido nas mesmas áreas onde o Amaranthus palmeri foi registrado no estado do Mato Grosso, graças ao esforço das instituições e produtores mobilizados no controle da praga. Contudo, Gazziero alerta para o risco da entrada do Amaranthus palmeri no Rio Grande do Sul, devido ao fluxo de insumos e máquinas nas regiões de fronteira: “a proximidade com a Argentina, onde esta espécie se disseminou, é um risco real para o RS. A contaminação das lavouras brasileiras pode ocorrer através de pássaros, máquinas ou sementes”.

Orientação
A Embrapa Soja lançou o comunicado técnico "Amaranthus palmeri no Brasil" e o folder "Amaranthus palmerino Paraná: ALERTA", que estão disponíveis no Portal da Embrapa. As informações técnicas têm como objetivo orientar para a correta identificação da espécie. "Em caso de suspeita, é importante o produtor buscar ajuda na assistência técnica, já que não é possível indicar um tratamento, sem saber qual resistência esse biótipo apresenta. Estamos ao lado dos técnicos para identificar e só então fazemos experimentos para avaliar quais herbicidas agem melhor naquela situação", explica Dionisio Gazziero.

Serviço
IV Encontro Nacional sobre Resistência de Plantas Daninhas aos Herbicidas
Quando: 9 de junho
Onde: Centro de Eventos da Universidade de Passo Fundo, em Passo Fundo, RS
Promoção: Embrapa Trigo e Revista Plantio Direto
Informações: (54) 3311-1235, [email protected]
Programa: www.embrapa.br/trigo/eventos

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