Hospitalizações por coronavírus aumentaram 150,7% na macrorregião nos últimos 7 dias

Mapa do Distanciamento Controlado confirmou todo o Estado do Rio Grande do Sul em bandeira preta

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Foto: Governo do Estado do Rio Grande do Sul/DivulgaçãoFoto: Governo do Estado do Rio Grande do Sul/Divulgação
Foto: Governo do Estado do Rio Grande do Sul/Divulgação
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Os registros de hospitalizações de pacientes com coronavírus nos últimos sete dias aumentaram 150,7% na macrorregião Norte, composta por Passo Fundo, Erechim e Palmeira das Missões, passando de 150 para 376. O detalhamento da crise sanitária foi divulgado no início da noite desta sexta-feira (26) pelo governo gaúcho junto com a confirmação da imposição da bandeira preta para todo o Estado do Rio Grande do Sul.

Segundo o Gabinete de Crise, a quantidade de pacientes internados com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) também cresceu 32.6% na região, passando de 95 para 126. No caso de leitos clínicos, o número de pacientes internados teve um aumento de 40.3% nas três localidades, passando de 233 para 327. Com relação aos internados por Covid-19 em leitos de UTI, houve um aumento de 23.3%, passando de 90 para 111. "O indicador relacionado a capacidade de atendimento piorou, com isso manteve-se na bandeira preta", justificou o governo.

Distanciamento Controlado

Nesta rodada, excepcionalmente, não haverá mapa preliminar. A vigência da classificação definitiva foi antecipada para a 0h de sábado (27) e as novas bandeiras serão válidas até as 23h59 do domingo seguinte (7) – mesmo prazo estabelecido para a suspensão da cogestão e das atividades não essenciais entre 20h e 5h. As novas regras serão publicadas em decreto ainda nesta sexta (26), segundo informações da Agência Estado RS.

Antes disso, o governador irá se reunir com prefeitos, líderes regionais, representantes setoriais e chefes de Poderes para avaliar os resultados das restrições estabelecidas para conter a acelerada curva de contaminação no Estado, que levou a um esgotamento da capacidade hospitalar.

“O ritmo tão acelerado de internações reflete uma circulação maior do vírus, que gera uma taxa de contágio que é a maior desde o início da pandemia. Precisamos derrubar essa taxa de contágio. Não adianta fazer protocolos mais singelos de restrição porque, na verdade, todos os protocolos – máscara, álcool em gel, distanciamento nas filas – ajudam a reduzir o risco, mas não o eliminam. Então, precisamos fazer algo mais rígido, para poder reduzir mais fortemente o risco de contágio ao longo desta semana”, afirmou o governador.
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