Mesorregião de Passo Fundo concentra 29,3% dos empregos no agronegócio

Setores industriais da carne e máquinas agrícolas absorvem a maior parte dos contratos

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Agricultura familiar emprega 21,5 mil pessoas na área do Corede Produção (Foto: Arquivo/Agência Brasil) (Foto: Divulgação/ON)Agricultura familiar emprega 21,5 mil pessoas na área do Corede Produção (Foto: Arquivo/Agência Brasil) (Foto: Divulgação/ON)
Agricultura familiar emprega 21,5 mil pessoas na área do Corede Produção (Foto: Arquivo/Agência Brasil) (Foto: Divulgação/ON)
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A mesorregião Noroeste, que abrange Passo Fundo, concentra 29,3% dos empregos no agronegócio gaúcho divididos, sobretudo, nos setores industriais de abate e processamento de carne e fabricação de máquinas agrícolas. 

Através da atualização dos dados, a 5ª edição do Painel do Agronegócio do Rio Grande do Sul, divulgado na segunda-feira (6) durante o período da Expointer, consolidou a área geográfica regionalizada como a mais próspera na divisão de vagas com carteira assinada no setor por refletir “a especialização produtiva e as características fundiárias do território” e formalizar 95.219 contratos, segundo consideraram os pesquisadores Rodrigo Feix, Sérgio Leusin Júnior e Bruna Borges. 

A análise conjuntural, produzida pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), destaca, ainda, as agriculturas temporária e permanente que ocupam 9,7 milhões de hectares no território estadual. Cerca de 95% dessa área são voltados à produção de grãos, configurando a principal atividade agrícola do Estado. Os cultivos de soja, milho e trigo constituem as principais culturas agrícolas praticadas no Planalto Médio em termos de área plantada e quantidade produzida. “A produtividade foi o principal vetor desse crescimento. Os agricultores gaúchos absorveram inovações tecnológicas da indústria de máquinas e de insumos, alteraram o uso do solo e valeram-se de novas técnicas de cultivo", destacaram os pesquisadores. 

Pesquisadores do DEE destacaram a região de Passo Fundo na formalização de contratos no agro (Fonte: DEE/RS)

Na região, uma das consequências diretas da expansão da sojicultura, observam os especialistas da DEE, foi a redução da área plantada de milho. Entre 2010 e 2021, o acréscimo de área para o cultivo da oleaginosa na região foi de mais de 340 mil hectares, enquanto a área de milho foi reduzida em, aproximadamente, 200 mil hectares, detalha o gráfico da publicação.

Tais projeções, considerou o economista Rodrigo Feix, valida a consideração de que “a economia gaúcha vai bem quando o setor agropecuário local avança acima da média nacional”. “Além disso, os dados apontam que o Rio Grande do Sul mantém o protagonismo no processo de desenvolvimento de inovações para a agricultura brasileira, seja a partir das tradicionais indústrias de máquinas ou, mais recentemente, das atividades das startups do agronegócio", manifestou o analista na apresentação do documento. 

Agricultura familiar

Embora predomine a agricultura empresarial, o Painel do Agronegócio apresentou um cenário de crescimento na agricultura familiar. Isso porque, segundo a base de dados do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (PEAF), em agosto de 2021, estavam cadastradas 1.573 agroindústrias familiares no Estado. 

Produtoras de uma ampla gama de produtos, como panificados, embutidos, mel, derivados lácteos, vinhos e compotas, elas podem ser localizadas em qualquer região do Estado, mas estão mais presentes onde há um maior número de pessoas ocupadas na agricultura familiar. Os vínculos empregatícios nesse ramo, realça a pesquisa, mantém 21.579 pessoas trabalhando em 46 empresas familiares na zona do Corede Produção. 

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