Mudanças de hábitos como política de prevenção ao câncer

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Atualmente, no mundo todo as pessoas estão cada vez mais sedentárias e têm ingerido alimentos industrializados com componentes para melhorar o sabor e conservá-los por um tempo maior. Temos uma epidemia com mais de 2 bilhões de pessoas no planeta com sobrepeso ou obesidade. Somada ao tabagismo, essa epidemia provocará um aumento exponencial de casos de doenças cardiovasculares e câncer nos próximos anos.

 

Vários estudos têmassociado a prática de exercícios a uma redução de 7-10% na probabilidade de desenvolver qualquer tipo de tumor. As pesquisas concluem de forma enfática que maiores níveis de atividade física no lazer foram associados a um menor risco de desenvolver 13 tipos diferentes de câncer: bexiga, cabeça e pescoço, endométrio, esôfago, estômago, fígado, intestino, leucemia mieloide, mama, mieloma, pulmão, reto e rim. Essas associações são generalizáveis para diferentes populações, incluindo pessoas com excesso de peso, obesas ou com história de tabagismo.

 

O tecido gorduroso do nosso corpo participa ativamente do metabolismo e interfere nos níveis hormonais, além de provocar uma série de sinalizações reconhecidas por outras células em todo o organismo. Estudos internacionais indicam que obesos têm risco aumentado de desenvolver câncer e que o IMC (índice de massa corporal) se correlaciona com um aumento no risco de morte por vários tipos de tumores.

 

São vários os mecanismos identificados para esse aumento no risco de câncer. Entre os principais, destacam-se os maiores níveis de estrógeno em mulheres após a menopausa, elevação nas quantidades de insulina circulante e atividade do próprio tecido adiposo.

 

Impacto nos cofres públicos

Assim como a alimentação desequilibrada, o sedentarismo está no centro do risco para as principais doenças crônicas. Combate?,-lo é uma missão para governos, profissionais de saúde e a sociedade inteira.

 

No Brasil, evidencia-se que 52,5% da população acima de 18 anos está com excesso de peso. Já́ os obesos são 20% dos adultos.

 

Conforme a Pesquisa Nacional de Saúde, do IBGE e do Ministério da Saúde, somente um em cada quatro brasileiros que trabalham com carteira assinada pratica atividade física regularmente. O nível recomendado de exercícios físicos é de, ao menos, 150 minutos semanais de intensidade leve a moderada ou 75 minutos de intensidade vigorosa.

 

O ser humano tem o corpo moldado para funcionar bem com movimento. Uma pessoa sedentária é uma pessoa potencialmente doente. Uma pesquisa da Universidade de Sydney, na Austrália, informa que o sedentarismo mata 5 milhões de pessoas por ano e custa US$ 67,5 bilhões anuais a?EUR economia global. Do total, US$ 58,8 bilhões são gastos com cuidados médicos e US$ 13,7 bilhões são perdidos em produtividade.

 

No Brasil, uma estimativa da Organização Mundial da Saúde aponta que 300 mil pessoas morrem por ano devido ao sedentarismo. Em 2018, os gastos do Ministério da Saúde com doenças decorrentes da obesidade superam os R$ 500 milhões.

 

Pesquisa de Câncer Urotelial

O Instituto do Câncer Hospital São Vicente realiza estudo para pacientes com câncer urotelial (carcinoma de células transicionais) irresecável ou metastático elegíveis para receber terapia de 1ª linha. O tratamento em estudo inclui imunoterapia isolada ou em combinação com quimioterapia.

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