As informações sobre as doenças e registro de dados são fundamentais para a evolução dos tratamentos. Os dados epidemiológicos permitem mapear causas, regiões com maior incidência ou prevalência das doenças. Assim, o Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo desenvolve, desde 1994, o Registro Hospitalar do Câncer, publicação que reúne informações dos pacientes com câncer. Os dados, com suas nuances regionais, também colaboram nas informações que vão nortear os protocolos do Ministério da Saúde, através do Instituto Nacional do Câncer. O registro é feito a partir da análise de todos os prontuários dos pacientes atendidos no HSVP e codificados como apresentando diagnóstico de câncer.
Os números da doença
A mais recente publicação foi feita em 2018 e analisa os números de 2016, aponta 2.616 novos casos de câncer no HSVP. Isso significa um aumento de 67% comparado com 2006, quando foram registrados 1.764 novos casos. Dos 2.616 casos, 1.338 foram em mulheres e 1.278 em homens. “Esse incremento no número de casos nos últimos dez anos é devido a múltiplos fatores: aumento real de incidência (os dados do INCA apontam no Brasil um aumento de cerca de 40% no mesmo período), maior eficiência no diagnóstico, aumento do número de casos atendidos no HSVP por tratar-se de centro de referência macrorregional que dispõe de toda a infraestrutura humana e tecnológica para oferecer todo o tratamento multidisciplinar e multiprofissional necessário”, explica o oncologista do Instituto do Câncer Hospital São Vicente, Dr. Rodrigo Ughini Villarroel.
Tipos
O registro do HSVP mostra que nos últimos 15 anos, à exceção do câncer de pele que é o mais comum no Brasil e no mundo, os tipos de câncer mais prevalentes são: próstata, pulmão, cólon-reto e estômago. Já entre as mulheres as neoplasias mais frequentes são: mama, cólon-reto, pulmão e colo do útero. “Estes dados estão muito alinhados com a estatística nacional fornecida pelo INCA para 2018 e reforça a necessidade de que seja mantido um planejamento na área de saúde direcionado para campanhas de prevenção, rastreamento e modificação de hábitos de vida para efetivamente impactar nas taxas de incidência e mortalidade por câncer”, orienta Rodrigo. Outro dado relevante trazido pelo registro é a cidade de origem dos pacientes, sendo que cerca de dois terços dos casos registrados, não são de pacientes do município de Passo Fundo, pois o hospital recebeu pacientes de 221 municípios, do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.



