Do leite materno para a papinha

A introdução alimentar do bebê exige muita atenção

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Do seio materno para a papinha e, depois, alimentos sólidos. A sequência parece simples, mas a introdução alimentar dos bebês é um momento importante e também um desafio para os pais. Tudo ao seu tempo, superando o medo dos engasgos e muitos outros receios no momento de iniciar a alimentação dos bebês. A introdução de novos alimentos na rotina dos pequenos exige alguns cuidados, permitindo que conheçam novos sabores, mas tudo isso seguindo algumas orientações. A nutricionista Claudia Pimentel, do Hospital de Clínicas de Passo Fundo, explica sobre como deve ocorrer essa importante transição alimentar e, ainda, dá dicas sobre os primeiros alimentos que devem ser utilizados nessa fase.

 

Leite materno
Os departamentos de Nutrologia e de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) adotam a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde (MS) para que se recomende o leite materno exclusivo até os seis meses de idade e que a partir do sexto mês se inicie a introdução de novos alimentos, que deverá ocorrer de forma lenta e gradual.

 

Transição
Para evitar o risco de engasgos a alimentação complementar (de transição) deve ser espessa e oferecida com colher, começar com consistência pastosa – purês e papas e gradativamente, evoluir a consistência até chegar à alimentação da família (mais ou menos em torno dos nove a onze meses de idade).

 

Frutas
A formação dos hábitos alimentares é muito importante e deve começar muito cedo, é bastante comum a criança rejeitar alguns alimentos na primeira oferta e aceitar após algumas tentativas, por isso é importante fazer a introdução de um alimento novo em cada refeição. As frutas in natura, raspadas, amassadas ou na forma de papas devem ser oferecidas duas diferentes por dia, dando preferência às frutas da época.

 

Evitar sucos
Os sucos naturais e industrializados devem ser evitados pelo risco de predispor a obesidade devido ao consumo de calorias e pela baixa ingestão de fibras das frutas que contribuem para reduzir a absorção dos açucares, a preferência é pela oferta das frutas raspadas ou em papas.


Identificando sabores
A alimentação deve ser variada e colorida estimulando o consumo de frutas, legumes e verduras bem cozidos, os quais são as principais fontes de vitaminas, minerais e fibras, as carnes devem ser magras e nunca cruas para evitar riscos de contaminação, os alimentos devem ser oferecidos separadamente em pequenas porções servidas no prato, sem misturá-las, para que a criança aprenda a identificar as suas cores, sabores e texturas.


Evite os industrializados, refrigerantes, doces e salgadinhos

Alimentos industrializados, caracterizados como processados como enlatados, salgadinhos, refrigerantes, açúcares, sorvetes, balas e outras guloseimas devem ser excluídos nos primeiros anos de vida, os condimentos como sal devem ser utilizados com moderação. A recomendação é do consumo de alimentos saudáveis, priorizando sempre os “in natura”, que sejam preparados em casa, com boas condições de higiene e com a mínima adição de sal e gordura, deve-se ofertar uma alimentação equilibrada, variada, e com todos os tipos de nutrientes, a preocupação não deve ser só com a quantidade, mas também com a qualidade da dieta ofertada para os nossos pequenos para a manutenção de uma boa saúde e o crescimento adequado.

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