Técnica inovadora de implante de marca-passo

A estimulação cardíaca Hissiana foi utilizada com sucesso no Serviço de Hemodinâmica do HC

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A aplicação de uma técnica inovadora de implante de marca-passos é utilizada no Serviço de Hemodinâmica em Cardiologia Intervencionista do Hospital de Clínicas (HC) de Passo Fundo. O implante de marcapasso Hissiano foi realizado recentemente pelo médico cardiologista e eletrofisiologista do HC, Dr. Edimar Dal Agnol de Lima. Esta técnica inovadora apresenta benefícios em relação ao método tradicional, já que o marca-passo hissiano possibilita que a estimulação elétrica cardíaca ocorra sob um padrão fisiológico, ou seja, preservando a condução elétrica cardíaca natural. Marcapassos tradicionais são potencialmente causadores de insuficiência cardíaca, pois causam uma deformação da contração cardíaca natural, pois desprezam a condução elétrica natural do coração. Essa deformação causada pelos marcapassos tradicionais é chamada de “dissincromia cardíaca”. Nesse inovador implante é possível corrigir defeitos de condução elétrica do coração sem alterar a morfologia elétrica natural. O especialista explica como esta técnica é utilizada: “Este é um método inovador de implante de marca-passos, utilizado quando há bloqueio intracardíaco atrioventricular, mas diferente dos marcapassos convencionais, a correção é realizada diretamente onde há o bloqueio, diretamente no sistema de condução elétrico cardíaco, no chamado “feixe de His”, assim se preserva a fisiologia cardíaca, pois utiliza os próprios feixes elétricos cardíacos do paciente e, com isso, mantém a sincronia e fisiologia dos batimentos cardíacos ventriculares”, esclarece Dr. Edimar.

 

Comparativo
Na avaliação eletrocardiográfica dos pacientes com marcapasso, “o eletrocardiograma de um paciente portador de marcapasso tradicional apresenta-se alterado, o chamado ‘QRS largo’, que é um sinal da dissincronia, mas quando utilizamos a técnica de marca-passo hissiano, o eletrocardiograma não apresenta-se alterado,  o ‘QRS é estreito’, praticamente semelhante a de um indivíduo sem marcapasso, demonstrando que a condução cardíaca esta preservada, normal e sincrônica”, evidencia Edimar Lima. A estimulação cardíaca hissiana é considerada tecnicamente mais complexa do que a tradicional, mas apresenta resultados promissores e clinicamente seguros de acordo com as recentes pesquisas na área de eletrofisiologia.

 

Risco progressivo
O método convencional, que utiliza a estimulação ventricular direita, apresenta um risco progressivo de deterioração cardíaca que compromete a qualidade e sobrevida dos pacientes. “Quando implantamos um marca-passo convencional, que causa a dissincronia, com o passar do tempo os pacientes podem evoluir para a insuficiência cardíaca, que em termos gerais seria a perda da força de contração cardíaca, e também apresentar arritmias. Com a utilização do marca-passo hissiano, se preserva a condução natural do paciente, sem dissincronia, sem deformação, e isso evita que o paciente evolua para a temida insuficiência cardíaca.” esclarece o especialista.

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