MEDICINA & SAÚDE - Cuidado com a alimentação das crianças no verão

Dias quentes exigem atenção para evitar gastroenterites e intoxicações alimentares

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A pediatra Simone Beder Reis é coordenadora do Serviço de Pediatria do HSVP (Foto: Assessoria de Imprensa-HSVP)A pediatra Simone Beder Reis é coordenadora do Serviço de Pediatria do HSVP (Foto: Assessoria de Imprensa-HSVP)
A pediatra Simone Beder Reis é coordenadora do Serviço de Pediatria do HSVP (Foto: Assessoria de Imprensa-HSVP)
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No verão, um problema de saúde comum enfrentado pelas crianças são as gastroenterites, que ficam mais propícias nessa época em função dos dias de calor, alimentação fora de casa, como em viagens ou problemas com a água. A pediatra e coordenadora do Serviço de Pediatria do Hospital São Vicente de Paulo de Passo Fundo, Unidade Uruguai, Dra. Simone Beder Reis, destaca que aumenta consideravelmente a procura por atendimento, em função dos sintomas causados pela infecção. Conforme a especialista, as causas mais comuns do aparecimento da gastroenterite são a ingestão de água ou alimentos contaminados por vírus, bactérias, parasitos ou fungos. “No verão com as altas temperaturas, os alimentos perecem com maior facilidade, o que propicia a contaminação e quando ingeridos podem ocasionar sintomas gastrointestinais, que são na maioria das vezes acompanhados de recusa alimentar, queda do estado geral, diarreia, dor abdominal, vômitos que podem levar a desidratação e até mesmo febre em alguns casos”, explica Simone.


Tratamento

Na maioria dos casos, o tratamento se dá com repouso, alimentação saudável e balanceada, aumento na ingesta de líquidos, soluções específicas de reidratação oral e administração de zinco, orienta Simone, alertando ainda que em casos específicos, poderá ser necessário o uso de medicações sintomáticas para controle de náuseas ou vômitos e antibióticos. “É importante que os pais reconheçam sinais de alerta de desidratação para buscar atendimento médico. Criança mais irritada com boca e língua secas, olhos mais fundos, criança sedenta por líquidos, bebe rápido e avidamente ou mais letárgica, que não é capaz de ingerir líquidos, nesse caso é preciso buscar atendimento médico”, alerta.


Contaminação

As infecções podem ser transmitidas de pessoa para pessoa, sobretudo se o paciente contaminado não lavar bem as mãos após fazer sua higiene ou na preparação dos alimentos. “Lavar bem as mãos para evitar a disseminação de contaminação, ingerir mais líquidos que o habitual para prevenir a desidratação, consumir alimentos leves e alimentação balanceada, são algumas formas de prevenir e evitar as gastroenterites”, destaca Simone, informando também sobre a importância de “manter boa conservação dos alimentos, higienizar mãos e alimentos antes de consumi-los, conservar produtos alimentícios perecíveis sempre na geladeira, atentar para data de validade dos alimentos, evitar alimentos que contenham ovos crus (maionese) ou que possam sofrer fermentação em temperatura ambiente e evitar água de procedência duvidosa”, para diminuir o risco de gastroenterites e também de outro problema bem comum nesta época do ano, a intoxicação alimentar. “Consumo de alimentos contaminados devido à má conservação podem causar intoxicação alimentar, gerando uma queda do estado geral da criança, vômitos, recusa alimentar, dor abdominal e diarreia”.


Alimentos

Para evitar as intoxicações alimentares, a principal dica é ficar atento à procedência dos alimentos. “Em viagens, refeições fora de casa é preciso cuidar do aspecto, cor dos alimentos e sempre preferir alimentos cozidos ou fervidos”, orienta a pediatra, salientando que em casos leves repouso e ingestão de líquidos são a indicação. “Em caso de sintomas mais graves e risco de desidratação a recomendação é buscar atendimento médico”. Outra dica sempre válida neste período é lembrar o uso de protetor solar e evitar a exposição ao sol no horário das 10h às 16h. 


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