Protocolos de higiene e vacinação devem seguir para manutenção de queda dos indicadores

Especialistas analisam dados recentes e futuro da pandemia

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Uso de máscaras ainda deve ser mantido (Foto: Agência Brasil)Uso de máscaras ainda deve ser mantido (Foto: Agência Brasil)
Uso de máscaras ainda deve ser mantido (Foto: Agência Brasil)
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Apesar do “Aviso” do governo estadual e dos recentes aumentos nos indicadores, setembro foi marcado pela queda nos números da pandemia. Os casos ativos chegaram a 130, uma das taxas mais baixas desde que o dado passou a ser divulgado e recorde negativo em 2021. Além disso, as hospitalizações estão em patamar semelhante a outros momentos, como abril de 2020.

Os especialistas consultados apontam que a vacinação é a grande responsável pelos resultados. A cidade já tem mais de 102 mil pessoas com esquema vacinal completo. No entanto, os casos ativos voltaram a passar de 300 no último final de semana. “Os números mostram que ocorreu uma redução em relação à pior fase da pandemia, mas não uma redução desde o início”, alerta Gustavo Acrani, Professor da Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS) e Doutor em Virologia.

O relaxamento nos cuidados e as variantes são indicados como possíveis causas para os números. “O que se observa é que a população não evita mais as aglomerações e muitos indivíduos estão deixando de usar máscara em lugares públicos”, destaca Gustavo. Outro fator apresentado pelo epidemiologista, ex-secretário de Saúde e professor da professor da Universidade de Passo Fundo (UPF) e UFFS, Luiz Artur Rosa Filho, é a falta de vacinas para crianças, gerando a possibilidade de pequenos surtos.

Feriados

No começo da última semana, a secretária de saúde, Cristine Pilati apontou o feriado como uma das causas para o aumento de casos. Em setembro foram dois feriados prolongados e outro está programado para 12 de outubro. Além disso, a temporada de férias e os feriados de final de ano estão próximos. 

“Essa mesma época do ano em 2020 foi crucial e decisiva. Epidemiologistas, médicos e virologistas alertaram para o que poderia acontecer no final do ano, e infelizmente o que se observou foi pior que as mais drásticas previsões”, lembra Acrani, se referindo ao ápice da pandemia em março. Agora, apesar da vacina, nem metade da população do país conta com as duas doses. O alerta é para a circulação do vírus e possibilidade do surgimento de variantes.

Por outro lado, com a atual circulação mais baixa, o professor Luiz Artur considera que os feriados já não apresentam tanto risco, mas os cuidados devem permanecer nessas ocasiões, inclusive com testes e isolamento de sintomáticos. 

Futuro

A manutenção dos cuidados por todos, inclusive pelos vacinados, é considerada essencial para que os números continuem caindo. Para os próximos meses, as previsões ainda são prudentes. “O cenário otimista inclui a vacinação de crianças e 91% dos brasileiros vacinados, o que traria a possibilidade de interrupção da circulação viral em determinados momentos”, estima Luiz Artur. 

A defesa coletiva também é apontada por Acrani, que acredita que a disseminação do vírus deve diminuir com mais da da metade da população vacinada, terceira dose e a possibilidade de crianças serem vacinadas a partir de 2022. “O esforço de todos é importante neste momento, para continuarmos vendo a redução geral de óbitos e porventura também a redução da transmissão do vírus”, avalia o professor.

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