Passo Fundo reduz em 92% os casos de dengue em 2025

Mesmo com apenas 151 casos confirmados, cenário exige cautela com a chegada do verão

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A queda expressiva coloca 2025 como um dos anos com menor número de registros recentes da doença no município - FOTO: PMPF/DIVULGAÇÃOA queda expressiva coloca 2025 como um dos anos com menor número de registros recentes da doença no município - FOTO: PMPF/DIVULGAÇÃO
A queda expressiva coloca 2025 como um dos anos com menor número de registros recentes da doença no município - FOTO: PMPF/DIVULGAÇÃO
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Passo Fundo registrou, ao longo de 2025, 1.639 notificações de dengue, com 151 casos confirmados, número que representa uma redução de 92,33% em relação a 2024, quando o município contabilizou 1.968 confirmações da doença. Além disso, 123 casos permanecem em investigação e 1.365 foram descartados, conforme dados do painel de casos de dengue divulgado pelo Governo do Estado.

A queda expressiva coloca 2025 como um dos anos com menor número de registros recentes da doença no município. Em 2023, Passo Fundo havia registrado 872 casos confirmados, o que reforça o cenário mais controlado observado neste ano.

De acordo com a Vigilância em Saúde, diversos fatores contribuíram para a diminuição dos casos ao longo do ano, entre eles as condições climáticas. Os períodos prolongados de temperaturas mais baixas reduziram a circulação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, impactando diretamente na transmissão da doença.

Principal forma de prevenção

Além disso, o município avançou nas ações de prevenção, com destaque para a vacinação. Em 2025, Passo Fundo aplicou 3.413 doses da vacina contra a dengue, destinadas a crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público-alvo definido pelo Ministério da Saúde. A imunização é considerada uma das estratégias importantes para reduzir casos graves e hospitalizações.

Verão exige maior cuidado com o mosquito

Apesar da redução registrada neste ano, a Secretaria Municipal de Saúde reforça que o cenário exige cautela, especialmente com a chegada do verão. A coordenadora da Vigilância Ambiental em Saúde, Ivânia Silvestrin, alerta que o aumento das temperaturas favorece a proliferação do mosquito. Segundo ela, os meses mais frios contribuíram para a diminuição da postura de ovos e da circulação do Aedes aegypti, mas o comportamento do vetor tende a mudar a partir do período mais quente.

“Com o calor, o mosquito volta a circular com mais intensidade, aumentando o risco de novos casos. Por isso, a atenção da população precisa ser redobrada”, destaca Ivânia. Ela reforça que o combate à dengue depende diretamente da participação da comunidade, principalmente na eliminação de possíveis criadouros.

Atualmente, o município mantém ações contínuas de orientação, fiscalização e controle, incluindo visitas domiciliares e eliminação de focos do mosquito. No entanto, a Vigilância ressalta que atitudes simples no dia a dia fazem a diferença, como evitar o acúmulo de água em recipientes, manter caixas-d’água bem vedadas, cuidar de calhas, vasos de plantas e pátios, além do descarte correto de lixo.

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