Emprego na indústria fica estável

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O emprego na indústria ficou estável na passagem de abril para maio, com crescimento de 0,1%. Na comparação com maio de 2011, houve queda de 0,5%. Os números estão na sondagem Indicadores Industriais, divulgada ontem pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). A CNI anunciou hoje que o uso da capacidade instalada da indústria brasileira caiu em maio para 80,7% ante os 81% registrados em abril, de acordo com dados dessazonalizados (ajustados para o período). É o menor resultado desde setembro de 2009, quando foram registrados 80,6%.

“A queda na capacidade instalada tem a ver com a perda de demanda que o setor tem sofrido nos últimos meses. Os estoques estão desde o ano passado acima do planejado pelas empresas. Isso mostra que o esforço é para se ver livre dos estoques e só após isso estimular a produção e o equipamento instalado”, disse o gerente executivo da CNI, Flávio Castelo Branco.

Segundo ele, o setor que mostra, de forma clara, que ainda não houve a retomada da produção é o automobilístico, que vinha apresentando estoque acima do desejado e do planejado em virtude da redução da demanda e da inadimplência. Com as medidas do governo para estimular as vendas do setor, como a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), ainda não houve o aumento da produção, apenas das vendas.

Flávio Castelo Branco acredita que os dados deverão constar na pesquisa referente ao mês de junho. “A produção não reagiu ainda. Evidentemente, a indústria está buscando reduzir os estoques excessivos para, em um segundo momento, mantida a demanda, voltar a um ritmo de produção mais normal”, disse. De acordo com os dados da CNI, a massa salarial real caiu 0,8% em maio ante abril, sem ajuste sazonal. Em relação a maio de 2011, o indicador, no entanto, cresceu 5,3%. O rendimento médio real também caiu, 1,3%, de abril para maio. A queda foi considerada um movimento não usual, já que, desde 2006, quando começou a série histórica, é a primeira vez que houve redução em um mês de maio ante abril.

As horas trabalhadas caíram 1,4% em maio ante abril (dados dessazonalizados), com queda de 2% no acumulado dos dois meses. A situação na indústria preocupa 13 dos 19 setores avaliados pela CNI, mas a situação é pior nos de couros e calçados e de produtos de metal.

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