Natália Fávero/ON
As férias coletivas terminaram, mas os cerca de 450 funcionários da Minuano não puderam voltar a trabalhar nessa quarta-feira. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação, até o mês passado a Minuano prestava serviço de abate para outra empresa do setor, mas como o contrato foi rompido, o maquinário foi retirado do frigorífico. Sem frangos para o abate, os trabalhadores entraram em férias coletivas para a empresa repor os equipamentos e buscar produção. No entanto, houve atraso na reposição.
Na noite de terça-feira (6), a direção da Minuano e representantes do Sindicato da Alimentação estiveram reunidos. A empresa decidiu adiar o retorno dos funcionários para o dia 16 de agosto e se comprometeu em manter os salários. Uma assembleia geral extraordinária está marcada para esta sexta-feira para tratar do assunto com os trabalhadores.
A Minuano abatia até 120 mil frangos diários. Com o rompimento da prestação de serviço, esse número reduzirá para cerca de 40 mil, inicialmente. Uma das preocupações dos trabalhadores era a demissão em massa. Segundo o presidente do Sindicato da Alimentação, Miguel Luis dos Santos, a empresa teria se comprometido em continuar pagando o salário dos funcionários, que deverão permanecer em casa até o dia 15 de agosto. Santos enfatizou que a empresa teria tomado essa medida para não demitir e garantir a volta desses funcionários, já que a mão de obra para o setor é escassa.
Sindicato convoca trabalhadores para assembleia
Para esclarecer o assunto, o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Alimentação pede a presença dos funcionários na assembleia geral extraordinária, a ser realizada nesta sexta-feira (9), às 14h30, na sede do sindicato, na rua Independência, 1.166. Informações pelo telefone 3311 2833.


