Além de prejudicar o abastecimento de diversos setores, a paralisação dos caminhoneiros que ocorre em todo o país desde a semana passada, tem causado transtornos no aterro sanitário de Passo Fundo. Conforme o diretor da Companhia de Desenvolvimento de Passo Fundo (Codepas), Tadeu Karczeski, o local está com um problema de acúmulo de resíduos, já que o transporte do material para a cidade de Minas do Leão, não acontece há alguns dias. “Todo o lixo que recolhemos na cidade está parado no aterro, pois a empresa contratada para fazer o transporte de Passo Fundo até Minas do Leão não consegue concluir o trajeto”, explica Tadeu.
De acordo com o diretor, desde a última segunda-feira, 23 de fevereiro, apenas uma carga saiu do aterro, quando, normalmente, são enviadas até cinco cargas por dia. “O motorista nos comunicou que saiu de Passo Fundo na segunda-feira e só conseguiu entregar a carga na quinta-feira, e de lá pra cá foi acumulando”. Com o problema, cerca de 950 toneladas de lixo estão paradas no aterro, que deve comportar o excesso por mais uma semana. “A greve tem reivindicações muito justas, mas estamos torcendo para que ela termine o mais rápido possível, pois ainda temos espaço para mais alguns dias de acúmulo, depois disso a situação vai piorar e problemas como o mau cheiro ficarão ainda mais graves”, concluiu Tadeu.

