OPINIÃO

Fatos 13.07.2017

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· 2 min de leitura
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Mudando o foco do debate

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Sérgio Moro, no caso do triplex de Guarujá, foi um prato cheio para os governistas que iniciaram ontem o debate na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados sobre o parecer que sugere o recebimento da denúncia contra o presidente Michel Temer. O foco da discussão foi outro, não só na comissão, mas também no Senado. Com isso, o governo ganhou um certo fôlego na tentativa de barrar o avanço da denúncia. A condenação de Lula em primeira instância não foi uma novidade nem mesmo para os petistas. Aguardavam o pior. Agora, o ex-presidente deve utilizar todos os recursos possíveis no âmbito jurídico para reverter a sentença. A esperança está n Tribunal Federal da 4ª região, com sede em Porto Alegre. Até lá, segundo especialistas, deve se passar até 14 meses. Isso representa dizer que Lula, se quiser, poderá ser candidato em 2018, porque a decisão em primeira instância não o torna inelegível.  

Mandela

O senador Paulo Paim (PT) disse ontem que se prenderem Lula, ele vai se tornar outro Mandela e provocará reação no mundo. Se não prenderem, na visão do senador, Lula será o próximo presidente do país. Talvez esteja aí uma explicação para o fato de o juiz Sérgio Moro ter condenado Lula, mas não ter pedido a sua prisão preventiva. “Pão, quanto mais se amassa, mas ele cresce”, disse Paim.

Imposto de Renda

Um dos trechos da sentença de Sérgio Moro aponta que o ex-presidente e a esposa Marisa Letícia (in memorian) declararam o apartamento triplex no Imposto de Renda de 2010 a 2015, referente aos calendários 2009 a 2014. “...consta a declaração da titularidade de direitos sobre a unidade habitacional nº 141, Edifício Navia, Residencial Mar Cantábrico, no valor de R$ 179.298,96, sem qualquer alteração de valor no período. Apenas na declaração de 2016, ano calendário 2015, apresentada em 27/04/2016, portanto, posterior ao início das investigações, consta alteração quanto ao referido bem, sendo informado que teria havido desistência e requerimento de devolução dos valores pagos em novembro de 2015 junto à Bancoop, sem efetiva devolução...”.

Coisas do jornalismo

A disputa pela primeira publicação levou a Veja e o Estadão a postarem as matérias sobre a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, pelo juiz Sérgio Moro, indicando ... xxxx... no lugar da sentença.

Articulação do partido

O presidente do diretório municipal do PT, Jorge Gimenez, afirmou que a sentença de Lula não é um baque para a militância porque já se esperava uma condenação. O que o partido vai fazer nacionalmente, segundo ele, é continuar acreditando que a Justiça em algum momento e em alguma instância vai fazer justiça e não vai ficar apenas com o entendimento de um juiz de primeira instância.

CCJ

Governo já trabalha com uma vitória no plenário para barrar a denuncia contra Temer por corrupção passiva. Estaria contabilizando 184 votos. 

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