Ministra do STJ participa de Aula Magna dos 70 anos do Direito da UPF

Fátima Nancy Andrighi destacou a importância de preservar a dignidade humana diante do avanço tecnológico

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Ministra Fátima Nancy Andrighi destacou o vínculo com a UPF, onde ingressou na primeira turma de Direito - FOTO: CRIS JAQUELINE/RÁDIO UPFMinistra Fátima Nancy Andrighi destacou o vínculo com a UPF, onde ingressou na primeira turma de Direito - FOTO: CRIS JAQUELINE/RÁDIO UPF
Ministra Fátima Nancy Andrighi destacou o vínculo com a UPF, onde ingressou na primeira turma de Direito - FOTO: CRIS JAQUELINE/RÁDIO UPF
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A Escola de Ciências Jurídicas da Universidade de Passo Fundo (UPF) realizou, na noite de segunda-feira (5), a Aula Magna em comemoração aos 70 anos do curso de Direito. O evento contou com a participação da ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Fátima Nancy Andrighi, que abordou os desafios do Direito Digital e a construção de um novo Direito Privado no Brasil.

Natural de Soledade, a ministra mantém uma relação próxima com a instituição. Ela ingressou no curso de Direito em 1970, e, durante o evento, destacou o vínculo construído com a universidade e seus professores.

“Eu tenho uma relação de afeto e amorosidade muito grande com a universidade, guardo no meu coração. Foram os melhores dias da minha vida”, afirmou.

O humano por trás da tecnologia

Durante a palestra, a ministra destacou o avanço do Judiciário brasileiro na utilização de processos digitais. Atualmente, os tribunais trabalham com processos eletrônicos, o que transformou a rotina de magistrados e profissionais do Direito.

Para Andrighi, porém, a modernização não pode afastar o olhar sobre as pessoas envolvidas nos processos. “Hoje a gente tem que dizer: juízes, atenção, atrás de cada bit tem uma vida humana esperando uma solução”, afirmou.

Segundo a ministra, um dos principais desafios do Direito Digital é preservar a dignidade humana. “Manter a presença constante do ser humano, da dignidade do ser humano, o humanismo, o tratamento de olho no olho, isso precisa voltar. Porque senão nós vamos nos tornar máquinas como elas estão avançando”, destacou.

Inteligência artificial

A inteligência artificial também foi apontada como um dos novos desafios enfrentados pelo Judiciário. Andrighi afirmou que os magistrados ainda estão aprendendo a lidar com a tecnologia e ressaltou a necessidade de estabelecer limites éticos para seu uso.

“A máquina deve ser um auxílio para os juízes e jamais substituí-los”, afirmou. Segundo ela, o uso responsável da IA deve preservar a atuação humana e a missão do Judiciário.

Sete décadas de formação

O diretor da Escola de Ciências Jurídicas da UPF, Rogério da Silva, destacou que os 70 anos representam não apenas a trajetória do curso, mas também a presença da instituição na comunidade regional.

“Foi o primeiro curso de ensino superior nessa região”, afirmou. Segundo ele, a atuação da graduação se estende a diferentes municípios, por meio de aulas, cursos e projetos desenvolvidos junto à comunidade.

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