Tradição celebrada através da culinária

Como parte das comemorações da Semana Farroupilha, 15 entidades tradicionalistas de Passo Fundo promovem neste mês os tradicionais cafés de chaleira

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As mesas fartas, forradas por pratos campeiros, já são uma tradição de longa data durante as comemorações da Semana Farroupilha. Levando o nome de “café de chaleira”, a festividade visa resgatar parte do tradicionalismo gaúcho por meio da culinária, promovendo encontros onde o principal propósito é, simplesmente, apreciar um vasto cardápio de delícias típicas do Estado. Neste ano, em Passo Fundo, pelo menos quinze entidades ligadas à 7ª Região Tradicionalista promovem o evento, que é aberto à comunidade em geral. Os ingressos custam em média R$ 10. Na mesma manhã, as entidades recebem ainda a cavalaria da Ronda Crioula.


No Centro de Tradições Gaúchas Eduardo Müller, que promove seu café de chaleira nesta terça-feira (10), a partir das 8h, os preparativos começaram ainda no domingo e seguiram durante toda a segunda. Em ambos os dias, 25 pessoas tomaram conta da ampla cozinha da entidade e se engajaram voluntariamente na produção de milhares de unidades dos pratos típicos que integram o cardápio, entre elas a aposentada Lurdes Rocha. Ela conta que, há pelo menos 15 anos, auxilia na organização do café, seguindo os ensinamentos do irmão mais novo. “Eu ajudo no que for necessário, mas principalmente na preparação dos bolos de milho, no caso do café de chaleira, e do arroz, quando fazemos os jantares. Comecei simplesmente porque gosto de poder auxiliar e fazer parte. É uma doação espontânea”, comenta.


De acordo com o patrono do CTG Eduardo Müller, Vilson Dornelles, para contemplar as cerca de 500 pessoas que são esperadas para a atividade, serão preparados aproximadamente 100 litros de café, 40 kg de feijão mexido, 20kg de morcilha, farofa, 20 pães de milho, 20 pães caseiros, 20 cucas, 30 bolos de milho, 30 bolos caseiros, 1500 bolinhos de chuva e 1500 cuecas viradas. O ingresso custa R$ 10 e pode ser adquirido na hora, na porta do CTG. Após o café, ao meio-dia, haverá ainda um almoço, cujo cardápio conta com feijão, carreteiro de charque, saladas, cuca, pão e o prato típico principal: costela de porco à pururuca. O prato principal é escolhido, anualmente, em uma reunião com todas as entidades da 7ª Região Tradicionalista. As outras comidas ficam a critério de cada CTG. O ingresso para o almoço custa R$ 20.


Além do café para a comunidade em geral, na quarta-feira (11) a entidade oferecerá a festividade exclusivamente para crianças da rede de educação infantil e fundamental de Passo Fundo. No caso dos pequenos estudantes, os ingressos custam R$ 5 e são reservados pelas escolas de maneira antecipada. São esperadas 400 crianças. “Os almoços e cafés de chaleira são maneiras que encontramos de manter viva a tradição gaúcha e, também, atrair os jovens para incentivá-los a contribuir com este propósito. É um momento agradável, de comemoração, em que todo mundo se doa ao máximo para conseguir preparar tudo por um preço acessível. Sem falar que é a semana mais importante do ano para o movimento tradicionalista gaúcho”, explica o patrono.


Programação


A programação dos cafés de chaleira teve início ainda no último domingo (8), no CTG Lalau Miranda, e seguiu na segunda-feira (9), quando foi a vez do CTG Tropel de Caudilhos oferecer os quitutes à comunidade. Agora, após o café do Eduardo Müller, há ainda outras 12 entidades que integram a programação. Confira:

11/09: CTG Estância Nova
12/09: CTG Moacyr da Motta Fortes
13/09: CTG Osório Porto
14/09: CTG Fagundes dos Reis
14/09: CTG Amigos da Tradição
15/09: CTG União Campeira
15/09: Grupo Cavalheiros do Planalto Médio
16/09: Associação de Trovadores Pedro Ribeiro da Luz
17/09: Departamento Tradicionalista do Simpasso
18/09: Departamento Tradicionalista Clube Recreativo Juvenil
19/09: CTG Dom Luiz Felipe de Nadal
20/09: Grupo Cultural e Tradicionalista Cavaleiros do Mercosul

 

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