Campanha de prevenção da HIV/Aids começa em novembro

Por
· 1 min de leitura
Você prefere ouvir essa matéria?

A Secretaria de Saúde de Passo Fundo, através do Serviço de Atendimento Especializado (SAE), em parceria com a Universidade de Passo Fundo (UPF), através do curso de Enfermagem, organiza a Campanha de Prevenção do HIV/Aids. A iniciativa é em alusão ao dia 1º de dezembro, Dia Mundial de Luta Contra a Aids.

 

O primeiro encontro acontecerá no dia 5 de novembro, nos turnos da manhã e tarde, no Centro de Convivência da UPF, na área interna e externa. Posteriormente, no dia 29 de novembro, será realizada uma ação na Praça Tochetto.

 

Os eventos têm como propósito conscientizar a população geral sobre a transmissão e a importância da prevenção para esta doença. Serão realizadas abordagens e orientações sobre HIV/Aids, distribuição de preservativos e ofertados testes rápidos de detecção do HIV, sífilis e hepatites B e C de forma gratuita a toda população. Outro ponto será o estímulo ao uso do preservativo, uma vez que sua distribuição será gratuita e acompanhada por folhetos educativos de forma a não apenas oferecer o meio preventivo, garantindo também as informações necessárias para seu uso correto.

 

A data
O Dia Mundial de Luta Contra a Aids é comemorado internacionalmente em 1 º de dezembro. Essa data tem como objetivo sensibilizar a população sobre uma das doenças que mais mata no mundo, informar sobre as formas de transmissão, a sintomatologia e os agravos à saúde, além de buscar a prevenção e combater ao preconceito sofrido pelos portadores do HIV.

 

Segundo o Boletim Epidemiológico HIV/Aids – 2018, a média nacional de casos notificados corresponde a 18,3 novos casos para cada 100 mil habitantes. O Rio Grande do Sul está em primeiro lugar no ranking de óbitos por HIV/Aids, com 9,0 óbitos a cada 100 mil habitantes, além de estar em segundo lugar em detecção de novos casos com 32,3% nos últimos 3 anos.

 

Já no município de Passo Fundo, os números são alarmantes: 1.200 pacientes em tratamento, sendo que o coeficiente de mortalidade corresponde a 9,5% para cada 100 mil habitantes ao ano. Ainda, até 2017 a média entre homens e mulheres era semelhante, no entanto, em 2018 o sexo masculino se destacou com 80% dos casos – desses, 60% são homossexuais e bissexuais na faixa etária de 18 a 24 anos.

 

Há um outro fator preocupante. No Brasil, em 2018, a sífilis foi externada como um grave problema de saúde pública. O Rio Grande do Sul tem a segunda taxa mais elevada de detecção de sífilis adquirida, sendo a taxa nacional de 58 casos por 100 mil habitantes e a estadual de 116,2 por 100 mil habitantes. Passo Fundo apresentou em 2018 um total de 614 casos notificados de sífilis na população geral e 171 casos em gestantes.

Gostou? Compartilhe