Escolas municipais usam redes sociais para sugerir atividades a alunos

Educação virtual foi uma alternativa encontrada por educadoras para seguir o calendário escolar

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O novo coronavírus mudou a rotina de muitas pessoas, em todo o mundo. Para conter a pandemia, em Passo Fundo, muitos serviços deixaram de funcionar, inclusive, as escolas.

Ainda no início do ano letivo, as crianças precisaram ficar em suas casas. Mas, para que elas sigam aprendendo e desenvolvendo habilidades, as escolas buscam alternativas para manter a conexão e aplicar atividades.

Os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental (Emef) Wolmar Salton, por exemplo, estão recebendo suporte pelo WhatsApp. Os professores utilizam a rede social para divulgar conteúdos e propor tarefas a todas as turmas. “O retorno está sendo muito legal. Temos um bom número de alunos realizando as atividades”, comenta a coordenadora pedagógica da instituição, Evania Calza.

A escola também organizou um Show de Talentos virtual. Os alunos gravam vídeos mostrando suas habilidades, como cantar, fazer bolos e andar de bicicleta, e inspiram colegas a fazerem o mesmo. No perfil da escola no Facebook, é possível assistir a todas as imagens gravadas por eles.

Além da Wolmar Salton, outras instituições utilizam a internet para trabalhar o conhecimento. Levando em consideração que muitas crianças cumprem o isolamento social com os seus pais e familiares, as instituições compartilham ideias lúdicas e criativas que podem ser executadas em família.

A Emef urbano Ribas é uma delas. Também usando o Facebook, a escola divulga sugestões de leituras, filmes, jogos e outras atividades que contribuem com a formação dos alunos e, ao mesmo tempo, otimizam o relacionamento familiar.

Nessa terça-feira, a professora de Língua Portuguesa, Leonice Borella, publicou no perfil da instituição uma atividade para as crianças dos sextos e sétimos anos: a criação de um diário. Ela justifica que, antes de as escolas paralisarem, ela estava trabalhando com os alunos o diário como tipologia textual e indica que eles deem continuidade ao estudo.

A educadora reforçou que não é para os estudantes atentarem a notas, mas se permitirem usar a criatividade para escrever. “Como professora, estou muito preocupada com meus alunos. Minha preocupação é tão grande, que vou lançar um desafio a vocês. Sugiro que perguntem aos pais e avós de vocês como eles escreviam seus diários. Com esse auxílio, vocês poderão escrever, todos os dias, o que quiserem”, indicou.

Apesar de terem retirado temporariamente as crianças das salas de aula, as mudanças na rotina da cidade não impedem que elas continuem ampliando suas capacidades. Ao contrário disso, construindo nos ambientes virtuais espaços de conhecimento e interação, as escolas evidenciam que o ensino-aprendizagem é um processo cheio de possibilidades.

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