Passo Fundo tem 62 casos suspeitos de coronavírus

Conforme o boletim epidemiológico divulgado nesta quinta, 22 passo-fundenses estavam internados por síndrome respiratória aguda grave

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O Ministério da Saúde deu início, nesta quinta-feira (2), à distribuição de mais de 500 mil kits para teste de coronavírus em todo o Brasil, dos quais cerca de 32 mil têm como destino o Rio Grande do Sul. Entre eles, estão 28,9 mil testes rápidos, que oferecem o resultado em cerca de 20 minutos. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde de Passo Fundo, o Estado ainda não definiu quais municípios serão beneficiados com a medida, mas a expectativa é de que a rede de saúde passo-fundense receba parte dos testes.


Conforme esclarece a secretária de Saúde, Carla Gonçalves, nos próximos dias, o Rio Grande do Sul deve receber um protocolo definindo em quais situações esses testes serão utilizados. “Se recebermos aqui, a princípio, a maior parte deve ser destinada aos profissionais da saúde, para que possamos descartar a presença do coronavírus neles com mais segurança. Sem o teste rápido, quando há suspeita do vírus, precisamos afastar o profissional por 14 dias para que ele fique em isolamento. Isso desfalca o sistema de saúde. Felizmente, até o momento, temos somente três profissionais da área afastados por sintomas gripais, mas o número pode aumentar”, esclarece.


Ao todo, de acordo com o último boletim epidemiológico divulgado pela SMS, até a tarde de quinta-feira, 64 pessoas estavam em isolamento em Passo Fundo por apresentarem sintomas gripais semelhantes aos causados pela Covid-19. Destes, dois se tratavam de casos confirmados e 62 de casos suspeitos. O relatório aponta ainda que, entre os suspeitos, 22 se encontram hospitalizados em instituições do município. Vale ressaltar que, desde ontem, a secretaria adotou o critério de somente divulgar no boletim epidemiológico,  os casos envolvendo pacientes de Passo Fundo.


Os últimos boletins, que até então incluíam pessoas vindas de outras cidades para serem atendidas em Passo Fundo, mostravam que o número de pacientes hospitalizadas com síndrome respiratória aguda grave vinha crescendo, com uma média de quatro novos casos por dia.  “Essas hospitalizações podem ser de pessoas que tinham uma doença pulmonar e apresentaram piora ou, então, outro vírus de gripe. Mas por se encaixarem como suspeitas de coronavírus, precisam ser notificadas. Vale ressaltar que o próprio ministério apresentou um dado de que as hospitalizações por síndrome respiratória aguda grave aumentaram nesse ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Então podem, sim, se tratarem de internações causadas por uma infecção pelo novo vírus, mas precisamos aguardar o resultado dos testes”, avalia.

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