Passo Fundo registra queda de 57,4% nos casos ativos de coronavírus em um mês

Profissionais da saúde observam redução nas hospitalizações com avanço da vacinação

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Município aguarda recebimento de novas doses para ampliar o calendário de imunização. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil Município aguarda recebimento de novas doses para ampliar o calendário de imunização. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
Município aguarda recebimento de novas doses para ampliar o calendário de imunização. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
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Com o progresso no calendário de vacinação contra o coronavírus, que já alcança 55,6% dos passo-fundenses imunizados com uma dose, os profissionais da saúde observam, agora, uma redução nos casos ativos da doença e diminuição nas hospitalizações em decorrência de complicações pelo contágio viral. 

Na segunda-feira (2), 346 moradores ainda não eram considerados curados. O número é 57,4% menor que o registrado no mesmo dia do mês de julho quando a contagem de casos ativos foi elevada para 813, de acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde. Em um mês, no entanto, 1.620 novos casos de Covid-19 foram reportados no município, que soma 35.361 contágios desde o início da pandemia.  

Apesar de elevar para 653 o número de vidas perdidas durante a crise sanitária, cujo último óbito foi de um homem de 49 anos no domingo (1º), o cenário observado é bem diferente ao vivenciado no começo do ano quando havia recordes de óbitos com até 8 falecimentos diários. Neste período, as unidades hospitalares começaram a sinalizar um colapso pela superlotação nos leitos abertos para atendimento aos pacientes com diagnóstico positivo para o SARS-CoV-2 e os municípios estavam ainda na fase inicial de recebimento dos primeiros lotes contendo os imunizantes. “Em outubro tivemos uma queda importante nos casos ativos e hospitalizações. Desta vez, acreditamos que seja um pouco mais segura essa redução por conta da vacinação e por, aproximadamente, 20% da população já ter tido contaminação e passado pela covid-19", observou o médico pneumologista e coordenador das unidades de atendimento ao coronavírus do Hospital de Clínicas (HC) de Passo Fundo, Gustavo Picolotto.  

Nesse recorte temporal, aludido pelo médico, um paciente estava internado na enfermaria e outros quatro em leitos de terapia intensiva. Esse número, mencionou Picolotto, se elevou para 100, em março deste ano, e começou a reduzir em junho, com 85 hospitalizações. Nos primeiros dias de agosto, afirmou, 30 pacientes ocupam as camas hospitalares do HC, sendo 10 em leitos clínicos e 20 em UTI Covid. “Teremos períodos de oscilação, mas, até o momento, não temos nenhuma confirmação de caso de internação no HC pela variante delta”, destacou.  

O alívio na pressão exercida sobre o sistema de saúde, no último mês, também se projeta na interface da Secretaria Estadual de Saúde (SES). Conforme ilustra o Mapa de Leitos, embora a taxa de ocupação hospitalar na rede pública esteja em 81,4%, apenas 26,5% corresponde a pacientes com coronavírus. Isso significa que, dos 136 leitos disponibilizados em Passo Fundo para atendimento aos contaminados, 36 estão ocupados.  

Vacina  

Desde que o plano de imunização começou a ser implementado na cidade, 96,9% das 179.051 doses de vacinas destinadas a Passo Fundo foram aplicadas na população. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde (SMS), não há atrasos na imunização dos munícipes, cuja aplicação da segunda dose já contempla 28,5% dos passo-fundenses e imigrantes com o esquema vacinal completo, e continua, nesta terça-feira (3), com a aplicação de segundas doses da AstraZeneca nas unidades de saúde nas pessoas que têm prazo de até 16 de agosto para receber o reforço. 

O município, assim como as demais cidades gaúchas, aguarda uma nova remessa de ampolas. No sábado (31), 303.540 doses de vacina contra a Covid-19, da Pfizer e Coronavac, foram recebidas pelo Rio Grande do Sul. De acordo com o Governo do Estado, do lote da Pfizer, uma parcela será destinada para a primeira dose e ampliação da vacinação por faixa-etária e outra, distribuída para segunda aplicação de quem já recebeu a primeira no período ideal. Já o lote da Coronavac terá uma proporção maior e será entregue aos municípios que, de acordo com um estudo da Secretaria da Saúde (SES), receberam menos vacinas em comparação aos outros ou vacinaram mais pessoas não residentes. 

Nesse novo cálculo de rateio das doses, eventuais distorções na distribuição das vacinas será corrigido, alegou a SES. Assim como Passo Fundo, municípios que estejam vacinando pessoas em torno dos 40 anos ou menos, possivelmente, não estejam com déficit de doses. 


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