Mulheres lideram contratações formais em Passo Fundo

Dados do Novo Caged mostram que a cidade segue a tendência do Rio Grande do Sul, com as mulheres ocupando a maioria das vagas com carteira assinada

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Os dados foram divulgados segunda-feira e mostram um saldo positivo desde o começo de 2025 - Foto: Marcello Casal Os dados foram divulgados segunda-feira e mostram um saldo positivo desde o começo de 2025 - Foto: Marcello Casal
Os dados foram divulgados segunda-feira e mostram um saldo positivo desde o começo de 2025 - Foto: Marcello Casal
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O mercado de trabalho formal segue em expansão no país e os dados positivos também se refletem em Passo Fundo. Os números positivos se repetiram em agosto e se acumulam mês a mês de 2025. Mas um dado em especial chama a atenção: as mulheres estão na frente quando o assunto é a ocupação das vagas abertas com carteira assinada.

Segundo informações do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), divulgadas na segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a tendência de crescimento da participação feminina é visível tanto em Passo Fundo quanto no Rio Grande do Sul. Já em nível nacional, embora os homens ainda sejam maioria, os dados mostram um equilíbrio cada vez maior.

Passo Fundo: saldo positivo em agosto e liderança feminina 

No município de Passo Fundo, agosto terminou com 3.611 admissões e 3.325 desligamentos, o que garantiu um saldo positivo de 286 vagas formais. Os setores tiveram desempenhos distintos: enquanto os serviços lideraram as contratações, com 199 novos postos, o comércio foi o que mais demitiu, com 73 vagas a menos.

O grande destaque, no entanto, está no perfil de quem ocupa as novas oportunidades. Do saldo total de agosto, 206 vagas ficaram com mulheres, consolidando uma tendência que já vinha se desenhando ao longo do ano.

De janeiro a agosto, a cidade soma 2.123 vagas de emprego com carteira assinada. Desse total, 1.271 vieram do setor de serviços, tradicionalmente o que mais absorve mão de obra local. Entre os contratados, as mulheres aparecem novamente em maioria: 1.376 oportunidades foram destinadas a trabalhadoras, reforçando a presença feminina no mercado de trabalho passo-fundense. 

Rio Grande do Sul acompanha tendência

O cenário observado em Passo Fundo também pode ser visto em nível estadual. No acumulado do ano, o Rio Grande do Sul registra 74.554 novos postos formais de trabalho. As mulheres ocupam a maior parte dessas vagas, com 41.859 contratações, contra 32.695 de homens.

Assim como em Passo Fundo, o setor de serviços é o que mais gera empregos no estado, com 36.319 novas vagas no ano. O desempenho mostra a força do segmento, que continua a ser o principal motor da economia gaúcha no que diz respeito à geração de empregos.

Brasil: equilíbrio entre homens e mulheres

Em nível nacional, os números também foram positivos. O país fechou agosto com saldo de 147.358 empregos com carteira assinada. Foram 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos no período. O resultado de agosto superou o de julho, quando o saldo foi de 134.251 vagas, mas ficou abaixo do mesmo mês do ano passado, quando foram criados 239.069 postos.

Na análise por setores, quatro dos cinco grandes grupos apresentaram saldo positivo: serviços lideraram com 81.002 vagas, seguidos pelo comércio (32.612), indústria (19.098) e construção civil (17.328). A agropecuária foi o único segmento com resultado negativo, fechando 2.665 postos.

Outro aspecto importante é a distribuição de vagas entre homens e mulheres. Embora os homens ainda sejam maioria, com 772.863 contratações no acumulado do ano, as mulheres ocupam 729.067 postos. A diferença, portanto, é pequena, sinalizando maior equilíbrio no mercado de trabalho formal brasileiro.

Destaques regionais e perfil das vagas 

Entre os estados, São Paulo lidera em números absolutos, com 45.450 novas vagas em agosto. O Rio de Janeiro aparece na sequência, com 16.128, e Pernambuco em terceiro, com 12.692. Já em termos proporcionais, os melhores desempenhos foram da Paraíba, com crescimento de 1,61%, Rio Grande do Norte (0,98%) e Pernambuco (0,82%).

Outro ponto destacado pelo MTE é o perfil das contratações. Do total de vagas geradas em agosto, 75,1% foram típicas, ou seja, um emprego tradicional e de tempo integral, geralmente com um contrato de prazo indeterminado e uma série de benefícios, enquanto 24,9% se enquadram como não típicas. Entre estas últimas, destacam-se trabalhadores com jornada reduzida, de até 30 horas semanais (40.544 vagas, principalmente na área da educação) e aprendizes (20.252).

Salário médio de admissão

O salário médio de quem ingressou no mercado de trabalho formal em agosto foi de R$ 2.295,01. O valor representa uma alta de R$ 12,70 (0,56%) em comparação a julho, quando o valor médio estava em R$ 2.282,31.

Nos últimos 12 meses, entre julho de 2024 e agosto de 2025, o Brasil acumula saldo positivo de 1.438.243 vagas com carteira assinada. O número, no entanto, é menor que o registrado no período imediatamente anterior (junho de 2024 a julho de 2025), quando foram criados 1.804.122 postos de trabalho.

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